Demanda das MPEs por financiamento deve expandir no segundo semestre, aponta Sebrae

As contratações de financiamentos bancários por parte das micro e pequenas empresas apresentaram crescimento nos últimos três anos. Duas consultas telefônicas feitas pelo Sebrae, em momentos distintos, uma tendo como base o CEE/MTE (Cadastro de Estabelecimentos Empregadores do Ministério do Trabalho e Emprego), de março a maio, e outra o cadastro nacional de clientes da instituição, de maio a junho, comprovam essa evolução.
Dos 4,2 mil empresários do cadastro do CEE/MTE consultados, 22% informaram que utilizaram financiamentos bancários em 2008. O número sobe para 27%, levando em conta os 2.831 clientes Sebrae consultados. Segundo o diretor de Administração e Finanças, Carlos Alberto dos Santos, esses percentuais podem estar longe do ideal, mas são bastante significativos levando-se em conta que, em 2005, os tomadores de crédito pessoa jurídica não ultrapassavam 7% dos consultados.
Os estudos do Sebrae focaram o ano de 2008, o primeiro semestre de 2009 e expectativas quanto ao segundo semestre que se inicia. Os dados constam do segundo boletim ‘Ponto de Vista dos Pequenos Negócios’ e que tem como tema serviços financeiros.
“A melhora desses indicadores deve-se ao volume de crédito que tem aumentado ano após ano de forma muito vigorosa. A oferta global de crédito, estacionada por mais de uma década no patamar de 20% do Produto Interno Bruto, atingiu 41% em dezembro de 2008 um crescimento de 31,1% em comparação com 2007”, explica o diretor de Administração e Finanças do Sebrae. Nesse mesmo período, o crédito destinado à pessoa jurídica cresceu 37%. Mais portanto, que a oferta global de crédito.
A crise internacional foi a pedra no caminho na evolução dos níveis de crédito para as MPE. As fontes internacionais de crédito secaram para as grandes empresas, que passaram a disputar fontes internas com médias, micro e pequenas, com desvantagens para essas últimas.
Segundo a consulta com base no CEE/MTE, as empresas que se utilizavam de algum tipo de financiamento bancário, nos primeiros cinco meses do ano, não ultrapassaram 12%.
A mesma consulta também informa que, no mesmo período conjuntural difícil, o percentual dos que resolviam suas dificuldades de liquidez via antecipação de pagamento por parte de empresas compradoras, como também via cartões de crédito e cheques especiais, era bastante elevado: 71%. Mas o aumento do fluxo dos recursos oficiais especificamente para o segmento, com prazos e encargos diferenciados pode já estar contribuindo para a superação desses obstáculos conjunturais.

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