13 de abril de 2021

Deflação não chegou, diz consumidor

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Apesar das notícias sobre a desaceleração dos preços, a população de Manaus ainda não viu nas prateleiras de supermercados a deflação anunciada pelos estudos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar das notícias sobre a desaceleração dos preços, a população de Manaus ainda não viu nas prateleiras de supermercados a deflação anunciada pelos estudos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Os estudos realizados pelo órgão no intervalo entre junho e julho deste ano apontam desaceleração nos valores cobrados pelos alimentos através do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), a prévia da inflação oficial. O indicador registrou retração de 0,23% para 0,10% no período. O grupo Alimentos registrou deflação de 0,39%. Mas, na prática, a população manauense aponta que, se houve queda, esta foi imperceptível.
A auxiliar administrativa Leonéia Souveiro Costa apontou que o preço praticado nos supermercados de Manaus não caíram. “Alguns produtos ficaram na mesma, como o óleo, o arroz o feijão. Outros subiram, como a carne, que comprei num preço e ontem já estava quase R$ 5 a mais. Acho que essa história de queda só vale lá para os lados de São Paulo”, opinou.
O comerciante Irineu Felippe da Silva diz que todas as semanas vê os preços aumentarem, mas, nas ultimas duas, observou que houve uma estagnação. “Acho que por conta do preço da gasolina, que não estava aumentando, houve uma trégua no valor dos alimentos. Não sei se influencia. Mas, como agora está aumentando o preço da gasolina, estou esperando um aumento também nos alimentos”, disse ele, que é dono de um restaurante.
A dona de casa Francisca Silveira também diz que não vê diminuição nos preços. “Compro pouco, mas o que compro já dá para ver que não teve baixa nos preços. Compro muita carne e ela encarece o meu rancho. Então, não posso dizer que teve queda nos preços”, avaliou.

Impacto dos combustíveis

Para o economista e vice- presidente do Corecon/AM (Conselho Regional de Economia do Estado do Amazonas), Edson Nogueira Fernandes Júnior, a alta dos preços nos alimentos varia de acordo com a região e é balizada por diversos fatores estudados pelo Dieese. “Houve um aumento da inflação, por conta das commodities e de fatores externos, há alguns meses. Mas, o que venho observando de uns meses para cá, é que a inflação está diminuindo. Em alguns setores, como a alimentação, a pesquisa do Dieese [Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos] apontou um acréscimo de quase 2%. Mas, nos últimos meses, observamos uma tendência de queda. Quanto a ideia de que a alta nos combustíveis pode influenciar na elevação do preço dos alimentos, acho que o que influenciaria seria uma alta no diesel, utilizado no transporte”, finalizou.

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