Déficit na balança comercial cresce 302%

No tocante às importações do setor, os produtos editoriais (livros e revistas) foram responsáveis por US$ 37.6 mi lhões, ou 45% do total importado no primeiro trimestre.

De acordo com a Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), com base nos dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior), no primeiro trimestre de 2008 as exportações da indústria gráfica brasileira totalizaram o valor de US$ 64.97 milhões, representando crescimento de 10,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando somou US$ 58.61 milhões.
Já as importações atingiram US$ 82.10 milhões, um crescimento de 30,7% ante os US$ 62.89 milhões registrados nos três primeiros meses de 2007.
Em vista desses resultados, o saldo da balança comercial do setor encerrou o primeiro trimestre de 2008 com déficit de US$ 17.6 milhões. O valor é 302% maior do que o verificado em igual período de 2007, quando saldo negativo somou US$ 4.28 milhões. “A sobrevalorização de nossa moeda é a principal causa do problema”, acentuou o presidente da entidade, Mário César de Camargo, explicando: “A taxa média de câmbio que vigorava no primeiro trimestre de 2007 era de 2,1085 reais por dólar; agora, já chega a 1,7377 real por dólar”.
No tocante às importações, os produtos editoriais (livros e revistas) foram responsáveis por US$ 37,6 milhões, ou 45% do total importado. Outros segmentos que também contribuíram para o forte incremento das compras no exterior foram cartões impressos (US$ 20.1 ou 24,3% do total) e embalagens (US$ 12.9 milhões ou 14%).
Quanto às exportações, o segmento de cadernos, que vinha contribuindo muito nos últimos anos para que a indústria gráfica tivesse superávit comercial, perdeu dinamismo, apresentando queda de 44% em relação ao primeiro trimestre de 2007. As embalagens lideraram as exportações no trimestre, com US$ 25.5 milhões (39% do total), seguidas de cartões impressos (US$ 12.9 milhões ou 18,7%). Apesar do quadro negativo, o presidente da Abigraf lembra que as exportações representam menos de 2% das vendas gráficas totais, o que não chega a afetar, de forma muito significativa, o desempenho final do setor.
“A indústria gráfica brasileira, de forma geral, segue em crescimento, acompanhando de perto a evolução do PIB. Em 2007, nossa receita atingiu R$ 17 bilhões, ou seja, 4,5% maior do que no ano anterior. E ao contrário do que acontece no resto do mundo, o setor gráfico no Brasil segue criando novos postos de trabalho”, destacou Camargo.

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