Déficit em conta corrente recua em 2007 com alta nas exportações

O déficit em conta corrente dos Estados Unidos no ano passado recuou 9% em relação ao registrado um ano antes, para US$ 738,6 bilhões, depois de ter atingido a marca recorde de US$ 811,5 bilhões em 2006. Os dados foram divulgados ontem pelo Departamento do Comércio.
O déficit do ano passado representou 5,3% da economia do país, depois de ter atingido a proporção de 6,2% um ano antes.
Na semana passada, o departamento informou que o resultado negativo na ba-lança comercial americana ficou em US$ 58,2 bilhões em janeiro, contra US$ 57,9 bilhões em dezembro.
As importações americanas atingiram a marca recorde de US$ 206,4 bilhões, com o peso do petróleo na balança comercial. O preço médio do barril importado ficou em US$ 84,09 em janeiro, valor recorde. O gasto do país com petróleo também bateu recorde, chegando a US$ 27,1 bilhões.
As exportações americanas, por sua vez, ficaram em US$ 148,2 bilhões. Segundo analistas, a desvalorização do dólar frente a ou-tras moedas, como o euro e o iene, deve favorecer os produtos americanos nos mercados estrangeiros.
O balanço em conta corrente é a medida mais ampla dos resultados comerciais do país, porque abrange não apenas o comércio de bens e serviços, mas também os fluxos de investimento e as transferências unilaterais -que incluem recursos destinados a ajuda internacional.

Produção
da indústria cai

A produção industrial nos Estados Unidos caiu 0,5% em fevereiro, a maior em quatro meses, segundo dados divulgados ontem pelo Federal Reserve (Fed, o BC americano), após aumentar 0,1% em janeiro. Os economistas esperavam queda de 0,1% no mês passado.
De acordo com os dados, a utilização da capacidade instalada das indústrias recuou para 80,9% em fevereiro, ante 81,5% em janeiro. Segundo o Fed, trata-se do pior índice geral desde os 80,7% de novembro de 2005 e bem abaixo da estimativa de economistas de 81,3%.
O presidente norte-ame-ricano, George W. Bush, reconheceu que os Estados Unidos vivem tempos econômicos difíceis, mas assegurou que situação será controlada.
“Estamos em tempos difíceis’’, afirmou George Bush, mas acrescentou que as autoridades estão cuidando da situação. “Uma coisa é certa, sabemos que são tempos difíceis, mas outra coisa também é certa, vamos atuar de maneira forte e decisiva’’, afirmou.
O presidente norte-ame-rciano disse que FED, o Banco Central dos Estados Unidos atuou rapidamente para mediar a crise financeira e disse que o secretário do Tesouro, Henry Paulson, apoiava tais medidas.

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