Déficit comercial no Estado tem aumento de 12,38%

O déficit comercial no Amazonas apresentou um aumento de 12,38% ao atingir a cifra de US$ 2.89 bilhões no acumulado até julho, ante os US$ 2.57 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior, conforme indicadores econômicos mais recentes da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
Neste ano, diferentemente de 2006, até as importações vem apresentando constante decréscimo. No intervalo até julho, desde fevereiro, a quantidade de produtos importados adquiridos pelo PIM (Pólo Industrial de Manaus) vem decaindo, sendo que a queda mais acentuada foi registrada nos meses de abril e junho, 39% e 34% respectivamente.

No acumulado dos primeiros sete meses do ano, as importações do pólo sofreram uma retração de 2% ao atingir o total de US$ 3.44 bilhões, em produtos importados, ante os US$ 3.51 bilhões em importações realizadas no mesmo período do ano anterior.
Para o diretor executivo da Aceam (Associação das Empresas Exportadoras da Amazônia), Moacyr Bittencourt, essa queda constitui como um forte indicativo de baixa produtividade do Pólo Industrial de Manaus. “Como a maior parte dos produtos importados são insumos produtivos, a queda nesse tipo de comercialização sinaliza uma baixa produtividade nas fábricas locais”, disse.
Entre janeiro e julho, embora o faturamento do PIM tenha apresentado uma significativa melhora, nos últimos dois meses desse período, quando houve um crescimento de 16% e 20,24% respectivamente, o decréscimo na receita de vendas da indústria oscilou em cerca de 2% entre um mês e outro.

Exportações declinam em 2007

Em junho a indústria do pólo indústrial começou a apresentar uma melhora de 12,5% no faturamento, que no mês seguinte se elevou para 18% ao variar do total de US$ 1.64 bilhão em julho do ano passado para US$ 1.93 bilhão no mesmo intervalo do ano passado.
Em relação às exportações, a queda tem sido constante desde o exercício anterior, sendo que nestes últimos sete meses analisado, o declínio tem sido mais acentuado atingindo a resultados negativos superiores a 50%, em alguns meses.

No acumulado dos primeiros sete meses do ano, o comércio exterior das indústrias locais apresentou um decréscimo de 41,62% ao atingir o montante de US$ 549.95 milhões, ante os US$ 942 milhões em exportações realizadas no mesmo intervalo de 2006.

O diretor-executivo da Fieam (Federação da Indústria do Estado do Amazonas), Flávio Dutra, considerou que a baixa produção de celular no Estado tem contribuído de forma significativa para a queda nas exportações. “O celular era um de nossos produtos mais vendidos ao exterior, comercializávamos bastante para os Estados Unidos, a transferência de parte da linha de produção da Nokia, no final de 2005, ao México, nos fez registrar perdas no mercado externo”, disse.

Embora tenha evitado fazer projeções em divisas externas nos próximos meses, Moacyr Bittencourt, tem perspectivas positivas para a intensificação comercial com mercados próximos ao Amazonas, como é o caso do Equador e Venezuela.

O executivo acredita que ainda este ano, o pólo de Manaus poderá aumentar de forma significativa o comércio com o Equador, a partir do transporte de mercadorias a ser feita via aérea do aeroporto de Manta na região do Pacífico Sul.
“Esse aeroporto está se adequando para fazer o transporte de cargas até dezembro, quando estiver tudo definido nós poderemos transportar mercadorias para o Estado do Amazonas em 3h via avião”, disse Moacyr Bittencourt, destacando que hoje as mercadorias saem do Equador pelo Pacífico Norte, com acesso somente por transporte fluvial, o que demanda um tempo de até 15 dias.
Segundo o dirigente da Aceam, a Venezuela é outro mercado promissor ao Amazonas, principalmente quando esses país ingressar totalmente no Mercosul (Mercado Comum do Sul), passando a oferecer vantagens econômicas no comércio feito com países membros, beneficiando o Brasil, líder do grupo.
“No último biênio as vendas a esse país tem crescido bastante

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