Deficientes auditivos fazem reunião em Tribuna da Câmara

A CMM (Câmara Municipal de Manaus) realizou nesta quinta-feira Tribuna Popular com o grupo de mães de deficientes auditivos que receberam o implante coclear. Mais conhecido como ouvido biônico, o implante coclear é um aparelho eletrônico de alta complexidade tecnológica, utilizado para restaurar a função auditiva nos pacientes portadores de surdez profunda que não se beneficiaram do uso de próteses auditivas convencionais.
Segundo a otorrinolaringologista Márcia Maia existem, no Brasil, cinco milhões de deficientes auditivos. No Amazonas, esse número está em torno de 3.200. “A média do Estado é a mesma do resto do país, a diferença é que aqui não realizamos a cirurgia de implante por falta de equipamentos cirúrgico e profissional capacitado”, declarou a médica.
O vereador Paulo Nasser (PSC), requerente da Tribuna, falou da necessidade da criação de um centro de implante em Manaus. “Como a cirurgia é muito cara, e a maioria dos planos de saúde não cobre, é fundamental que nossa cidade tenha estrutura para realizar essa cirurgia”, destacou.
Tatiane Braga, mãe de José Luiz – o primeiro bebê de Manaus a ser implantado – defende a realização da cirurgia no Estado. “Aqui nós temos médicos e hospitais capazes de fazer a cirurgia que é muito simples, dura aproximadamente uma hora e meia e não é agressiva”, explicou.
Segundo a fonoaudióloga Ana Lúcia Alves, o teste da orelhinha – exame feito através de sonda que emite e recebe sons avaliando, assim, a saúde auditiva do bebê – é fundamental para a detecção do problema de surdez. “Se o diagnóstico for feito precocemente é possível realizar o implante coclear até um ano e meio de vida, justamente na fase em que a criança está desenvolvendo a linguagem”, afirmou.
No final da discussão, a vereadora Lúcia Antony (PC do B) apresentou requerimento para a criação de um centro de reabilitação no município para atender o deficiente auditivo implantado. “Manaus precisa dispor de uma equipe multidisciplinar com otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, psicólogo para apoiar o paciente e a família do implantado porque sabemos que o implante é apenas o início do processo”, concluiu.

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