Deficiências no ensino básico atingem 42% da mão-de-obra de São Paulo

A falta de qualificação da mão-de-obra esbarra não apenas na ausência de treinamento técnico para a profissão, mas principalmente nas deficiências de ensino que afetam competências bem mais simples, como ler, escrever e fazer operações matemáticas. Para se ter uma idéia, pelo menos 42% da população economicamente ativa do Estado de São Paulo, com idade entre 18 e 65 anos, não completou o Ensino Fundamental.
Esse quadro foi revelado na quinta-feira pela pesquisa “Diagnóstico para o Programa Estadual de Qualificação Profissional”, feita pela Sead (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) sob encomenda da Secretaria Estadual de Emprego e Relações do Trabalho.
“O estudo nos trouxe uma revelação, de que precisamos nos preocupar muito com aquela população mais madura. Da faixa dos 30 aos 45 anos de idade, quase 50% dos que hoje estão demandando trabalho não têm o ensino básico”, disse o secretário estadual de Trabalho, Guilherme Afif Domingos.
“As donas-de-casa vêem a dificuldade de ter uma auxiliar que saiba tomar notas. Como alguém pode cuidar de um idoso se não sabe ler a medicação? Como um mecânico pode atuar se não sabe ler as instruções? Estamos dando um paradigma de como deve ser o curso. Ele deve ter um componente geral e um componente específico”, destacou a diretora executiva da Fundação Seade, Felícia Madeira.

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