17 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Defesa Civil e CPRM iniciam mapeamento geológico de Manaus

A orla da cidade de Manaus é o primeiro alvo de equipes da Defesa Civil Municipal para o mapeamento geológico das áreas de risco da cidade

A orla da cidade de Manaus é o primeiro alvo de equipes da Defesa Civil Municipal para o mapeamento geológico das áreas de risco da cidade.
Nesta terça-feira (7), a Prefeitura e o CPRM (Serviço Geológico do Brasil) deram início à primeira fase do trabalho, que deverá durar três meses.
“Com esse projeto a Prefeitura poderá monitorar permanentemente e traçar planos para a remoção de famílias que residem nestes locais, além de ter subsídios para buscar recursos junto ao governo federal”, explica o tenente Lopes Marinho, chefe da Divisão de Resposta da Defesa Civil.
O mapeamento foi dividido em três partes: a orla da cidade, áreas de voçoroca (depressões) e áreas de alagação. Antes de começar as atividades de campo, foram feitos estudos a partir de imagens de satélites e análise das ocorrências registradas no Call Center da Defesa Civil, o 199. “Com as visitas nós podemos verificar a real situação das encostas e barrancos.
Em muitos casos, o que as imagens de satélites mostram já não condiz com a realidade”, explica Lopes Marinho.
A ocupação irregular de terrenos acidentados acelera o processo de erosão do solo.
Os barrancos característicos da região amazônica são naturalmente propícios ao deslizamento.
“A erosão hídrica causada pelos rios e igarapés já é o suficiente para inviabilizar qualquer tipo de moradia nestas áreas. Com a intervenção irregular do homem a freqüência de deslizamentos aumenta”, afirma Renê Luzardo, geólogo do CPRM.
Segundo Rosacleide Castro, moradora da comunidade Meu Bem Meu Mal, na Compensa, zona Oeste da cidade, os comunitários da região mantinham plantações de vegetação imprópria para o tipo de solo, como bananeiras, que podem ocasionar o acúmulo de água.
“Quando vim morar aqui, na década de 80, o terreno era bem maior e tirávamos o sustento da própria terra, mas com o barranco cedendo, hoje a minha situação é de risco”, afirma a moradora.

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