Nas relações humanas de nosso cotidiano tudo pode ser fruto das mentalidades como também pode ser resultado das atitudes. O importante é que os movimentos não sejam inócuos na busca de uma efetiva e concreta adoção de soluções positivas em benefício de uma sociedade que bem ou mal estruturada possa sentir um novo “modus vivendi”, mais realista, mais concreto, mais honesto e muito mais seguro. Não nos encontramos diante de um movimento “romântico”, mas de um cenário cujos protagonistas em quase sua totalidade se abdicaram de seus deveres comportamentais, sejam eles civilizatórios ou morais, para se tornarem em inimigos da Nação e, consequentemente, da sociedade como um todo. Abdicaram de um trabalho inerente aos seus cargos, optando pela prática de atos ilícitos, muitos dos quais criminosos. O resultado está aí: dezenas de indiciados e condenados; muitos já presos: Ex – Presidente da Câmara, ex-governadores, ex- presidente LULA etc. Há, assim, um clima de desencanto, mas um muito maior a predominar: a frustração fruto da demagogia, do roubo dos cofres públicos, da propina, etc. O povo acreditara nas mentiras dos lulo petistas cujos resultados foram a inflação, o desemprego, o aumento dos juros etc., e ficara estarrecido com os sucessivos escândalos de corrupção: mensalão, petrolão e vários esquemas de corrupção envolvendo as maiores empreiteiras, etc. O sistema político chegara ao fundo do poço a partir da prisão de Delcídio, conselheiro de Dilma. A podridão tomara conta do cenário político e a descrença passara a ser generalizada.

Como reconstruir a Nação? Esta é a pergunta que não cala. Não podemos naufragar, mormente após um certo equilíbrio na economia. Se o desafio afigura-se-nos maior, temos a considerar o fim da recessão e uma lenta recuperação onde o crescimento mesmo que venha a ser de apenas 2% num ano eleitoral, servirá para que os futuros governantes tenham mais responsabilidade e saibam fazer o dever de casa, cabendo ao Congresso (leia-se “bancadas” defensoras de seus interesses) ter a responsabilidade inerente à sua função de votar com celeridade.

Contudo, enfrenta a Nação dias turbulentos a gerar uma lentidão na retomada dos investimentos, não se podendo mensurar as consequências dos atuais riscos ou até onde a estagnação perdurará. Por isto, não se condena a prudência, até porque investir requer cautela, visão e conhecimento profundo do mercado para se alcançar sucesso nas vendas. Enquanto houver incerteza sobre o futuro político teremos a Nação sobrevivendo no dia a dia, sem melhores expectativas até porque enfrentar a crise orçamentária será o primeiro passo do próximo Presidente e suas equipe; tudo porque o ” Congresso e o atual governo foram complacentes com os perigos do rombo orçamentário, autorizando gastos indevidos, concedendo perdões de dívidas e, pior, colocando em segundo plano a agenda reformista” (Folha SP).

Deparamos, até então, com a greve dos caminhoneiros, episódio pontual, mas que gerara o caos face ao desabastecimento generalizado, atingindo os transportes públicos, os alimentos e a própria indústria, sobrando a irresponsabilidade dos políticos, muitos já em suas bases eleitorais em pleno dia de trabalho. Carecemos de líderes capazes de enxergar além de seus umbigos e de seus interesses eleitoreiros. O descaso e a incúria permitiram aos caminhoneiros instalarem o caos como arma de barganha, tendo todos demonstrado um comportamento inaceitável. Impor ao governo o pagamento de um “resgate” fruto de uma ilegalidade representa a derrota de um vice-Presidente que assumira mas não governa.

Por isso, não temos dúvida de que o papel do eleitor será decisivo. Para tanto, precisa ser conscientizado de que com seu voto pode contribuir para a mudança. O voto é o exercício de cidadania, um instrumento da democracia, um ato legítimo de consequências positivas ou nefastas. O futuro depende da participação ativa de todos, afastando a apatia e fazendo renascer o Brasil que queremos, até porque a decisão mais importante advirá das urnas em outubro.
Viva a democracia.

*é ex-conselheiro federal da OAB/AM nos triênios 2001/2003 e 2007/2009 – [email protected]

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