Quando um jardim nos chama atenção a ponto de pararmos para contemplá-lo é porque mãos habilidosas lhes dedicaram muito carinho e cuidado. Em contrapartida, as flores agradecem irradiando beleza e vitalidade. Dedicar-se é transferir para o objeto da nossa atenção a parte mais nobre da nossa essência – quanto mais nos dedicamos a uma causa, mais aguçado e criativo fica o nosso espírito. Assim como a vivacidade das flores, um trabalho bem feito produz encantamento e distinção.
Qualquer pessoa é provida de argúcia suficiente para perceber desde a concretude de uma escultura bem talhada quanto à abstrata atmosfera de um ambiente gerido com harmonia e competência. Ou seja, a dedicação adquire materialidade ostensiva ao atingir os sentidos do espectador. Portanto, o autor de uma bela obra vivencia tanto o prazer da própria realização quanto o reconhecimento público do seu trabalho. No caso das organizações formais o mérito é compartilhado por todos do ambiente laboral, visto que o efeito positivo só acontece via comprometimento dos que acreditam e apóiam uma proposta justa e inovadora.
Assim, pergunta-se por que tantas atividades diárias deixam de ser executadas com esmero; por que tanta coisa feia, mal-feita? Onde estariam as raízes desse tipo de comportamento e que estranho prazer envolve uma pessoa que faz tudo torto. Com certeza é um prazer corrosivo, danoso, que só mal faz ao seu autor. Pessoas de bem com a vida não se comprazem com atitudes desse tipo. Ao contrário, transmitem energias positivas a tudo que tocam e ao mesmo tempo são beneficiadas pela ressonância simbiótica das suas ações. Trabalhar bem faz bem; tratar bem o colega de trabalho faz bem também. Agindo dessa forma, chega-se ao final do dia com o fardo aliviado de fadigas e amarguras.
Aspectos qualitativos das atividades laborais observáveis em um trabalhador revelam uma ampla gama de características comportamentais que podem ser utilizadas como balizadores do potencial profissional. Por isso, é bom aguçar os radares para interpretar sinais advindos de pares e superiores a fim de identificar em si mesmo cacoetes ou condutas que possam denunciar falta de compromisso com os valores da empresa ou descaso com as suas crenças. De qualquer forma, uma dedicação verdadeira é capaz de atenuar eventuais mal entendidos. Com o tempo, o esforço acaba ficando patente perante todos da organização.
É comum nos ambientes organizacionais se identificar com muita facilidade o mais e o menos dedicado dos funcionários. Normalmente, o colega mais dedicado goza do respeito dos colegas, mesmo que esteja posicionado na base do organograma. Por exemplo, a competência do office-boy em solucionar problemas embaraçosos transforma-se em tema de conversa da alta direção. Esse profissional dificilmente perderá o emprego e ainda poderá ser alçado a um cargo melhor. Casos desse tipo é conseqüência de um trabalho feito com dedicação. No outro extremo, os descomprometidos e desconectados dos valores da organização encabeçam a lista das oportunas reduções de quadro de pessoal.
Por conseguinte, vamos então voltar para as nuances mais sutis do nosso comportamento; fazer um exercício prático de introspecção para identificar o quanto de valor poderemos agregar ao nosso desempenho profissional. Ademais, o mercado de trabalho está sedento de profissionais capazes de fazer a diferença num mercado de altíssima competitividade. Domingo passado foi manchete na imprensa local que 5.697 vagas não foram preenchidas por falta de profissionais habilitados. Dedicação também deve ser aplicada à própria carreira profissional na forma de estudo, planejamento, treinamento, capacitação, leitura, pesquisa etc. Muitas vezes, a evolução para padrões mais elevados de qualidade de vida pessoal e profissional depende unicamente de uma atitude, de uma decisão de mudar, de esforçar-se até o limite de uma catarse para então, aliviado dos paradigmas já enferrujados, possamos experimentar uma vida plena de possibilidades. Dediquemo-nos então a fazer tudo com excelência, agindo com responsabilidade e inovando sempre.

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