Declaração de Gurgel motiva Bisneto a formalizar renúncia

Inconformado com supostas declarações do relator da CPI de Coari, deputado Edilson Gurgel (PRP), de que “essa CPI iria dar em pizza”, o deputado Arthur Bisneto (PSDB) anunciou na quinta-feira sua renúncia como membro da comissão. A decisão foi apresentada em um comunicado de liderança, feito da tribuna da Assembléia Legislativa do Estado.
Bisneto disse que tinha um nome a zelar e que não iria perder tempo em bate-papo que não daria em nada. “Prefiro sair de forma honrada para depois não ser acusado de ter feito corpo mole, sem dar a minha contribuição ao povo de Coari, que insistiu muito para que essa comissão fosse instalada, com algumas pessoas até perdendo a vida”, disse o deputado tucano.
Para Bisneto, é inadimissível que o relator da CPI tenha esse pensamento, que afirmasse durante uma reunião da comissão que tudo terminaria em pizza. “Ao contrário, acho que ele (o deputado Gurgel) deveria ficar feliz em ter seu nome como relator da primeira CPI a concluir com êxito os trabalhos”, disse.
Ele reafirmou que colocou seu nome como membro desta CPI, com o objetivo de ver as investigações tomarem rumo, mas ao contrário estão indo em outra direção. “Apresentei um relatório, pedindo a convocação de sete nomes, mas para minha surpresa chegaram à conclusão de que apenas o nome do Aguiar, que era o chefe da milícia de Coari, deveria ser convocado. Essas pessoas estavam atreladas ao relatório diretamente. Pedi suas convocações para termos ciência, se parte desse dinheiro público desviado de Coari foi para financiar prostituição infantil e milícia armada não tinha vindo do Estado. Estamos aqui para investigar e não para bater papo; se assim o fosse, deveríamos todos os dias almoçar juntos, falar na MSN, trocar cartinhas e outras coisas mais. Não, eu não quero isso! CPI é para tratar assunto sério”, afirmou.

Gurgel desmente

Em outro comunicado de liderança, o deputado Edilson Gurgel, desmentiu que tivesse feito a declaração como afirmado pelo deputado do PSDB. “Disse, sim, que a imprensa todos os dias dava notícias que a CPI de Coari iria terminar em “pizza”. Falei que foi a imprensa, não é a minha opinião”.
Segundo Gurgel, o deputado Bisneto se estressou porque ele queria que fossem aprovados sete nomes, como só aprovamos seis ele ficou nesse nervosismo todo. “Ele não pode exigir que os demais membros da CPI aprovem tudo aquilo que ele colocar, afinal todos temos direito a voto e não somos obrigados a concordar com tudo. Posso discordar de uma proposta dele, como ele pode discordar de uma proposta minha”, declarou Gurgel.
Já o deputado Luiz Castro (PPS) afirmou que estava na reunião da CPI de Coari e observou todo o desenrolar da audiência. “O fato é que o documento apresentado pelo deputado Bisneto foi recusado por inteiro, não foi dada a opção de votar os seis nomes, porque disseram que haveria prejudicialidade total do requerimento. Poderia ter feito a aprovação dos seis nomes e depois definir o sétimo nome, que ao que parece era a intenção do presidente da comissão, deputado Marco Chico Preto.
Castro chegou a defender a renúncia do relator da CPI. “O que não pode é o relator de uma CPI dizer, na frente de deputados, que ela vai acabar em pizza. Com esse pensamento, ele não merece estar nessa função; é uma falta de respeito a si e aos demais companheiros. E assim sendo é melhor que renuncie ao seu cargo de relator”, completou.

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