Decisões erradas têm consequências

Milhares de magistrados estão evitando açodamento em decisões que possam afetar o mercado e a sociedade de modo nocivo. Ao que parece, os "alertas" funcionaram bem, pois o Poder Judiciário vem colaborando para manter as decisões primordiais "nas mãos" dos órgãos competentes, seja no que tange à saúde, seja no que tange à economia.

Mas, infelizmente, esse cuidado não está sendo verificado por alguns órgãos do complexo Poder Legislativo, que, mesmo em épocas de menor turbulência, ou seja, em condições normais, já não funcionavam (minimamente) a contento. Mas é óbvio que quando se interfere (de forma precipitada e desacertada) no sistema, as consequências não tardam a chegar.

Impulsionado pela falta de receitas, o mercado está se socorrendo do crédito para fazer frente às despesas e garantir a existência pós-pandemia. Sabe-se que não só os Poderes Executivo e Legislativo vêm tentando adotar medidas para uma travessia menos traumática dessa crise, como também há ações de credores e, principalmente, instituições financeiras que estão oferecendo condições especiais de pagamentos e até a suspensão de cobranças, demonstrando total consciência das dificuldades enfrentadas por todos.

Embora sejam essas as medidas mais relevantes no tocante aos aspectos financeiros, não são as únicas, pois a cada dia surgem novas atitudes, campanhas e tentativas de se encontrar caminhos para amenizar os impactos da Covid-19.

Mesmo assim, ainda que todos (cada um dentro de suas possibilidades) se disponham a ajudar e colaborar, é utópico pensar que "tudo se resolverá" e não haverá grandes perdas. 

A interferência indevida, talvez de cunho eleitoreiro, em matérias que fogem de sua competência e que deveriam ser tratadas por políticas monetárias via Poder Executivo e Banco Central contribuem para aumentar ainda mais o risco de crédito, provocando consequências negativas no mercado de crédito e na economia nacional.

Sob pena de graves danos (justamente) àqueles que se quer proteger, ou seja, os tomadores de crédito, aguarda-se, então, o chamamento do Poder Judiciário para, mais uma vez, declarar a inconstitucionalidade de legislações que "matam os doentes".

Fonte: Redação

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