Decisão do Fed agrada economias emergentes

Países comemoram alívio temporário com decisão, mas se preparam para redução nos estímulos

Principais afetados pela volatilidade provocada com a expectativa de mudanças na economia americana, os países emergentes comemoraram a decisão do Fed (banco central dos EUA), que ontem manteve inalterado o programa de estímulos adotado em resposta a crise de 2008.
Países como Brasil, Índia e Turquia enfrentaram nos últimos meses uma fuga de capitais e a consequente desvalorização de suas moedas. O movimento se tornou uma ameaça ao equilíbrio das contas públicas nessas economias e provocou debates mundiais sobre o tema.
Investidores estrangeiros tiraram dinheiro dos mercados emergentes em antecipação a uma possível alta dos juros nos EUA diante da retomada da economia. A decisão de iniciar a retirada dos estímulos confirmaria a percepção de aquecimento.
O BC americano, contudo, surpreendeu o mercado ao anunciar ontem a manutenção do programa de compras mensais de US$ 85 bilhões em títulos públicos, usado como incentivo. As autoridades avaliaram ser necessário mais elementos que asseguram uma trajetória sustentável de recuperação.
Representantes do Ministério de Finanças da Índia afirmaram que a decisão pode garantir um aumento de 0,5 ponto percentual no crescimento da economia no curto prazo. “Foi uma grande surpresa, uma decisão muito positiva”, afirmou o conselheiro econômico do pasta, Dipak Daspgupta.
Na China, a agência estatal oficial Xinhua considerou a manutenção dos estímulos uma escolha prudente do Fed.
“A esperança dos mercados emergentes é que os EUA e outras economias avançadas possam melhorar a coordenação e comunicação com o resto do mundo sobre o momento e as medidas da chamada redução, para que os mercados possam ter expectativas razoáveis”, disse a agência.
O ministro das Finanças da Turquia, Mehmet Simsek, vê um alívio temporário com a decisão, mas lembra que é preciso preparação para a redução do estímulos no futuro. “A decisão do Fed vai provocar um alívio temporário, mas a política atual não vai durar para sempre”, diz.

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