6 de dezembro de 2021

Debater o papel de setores da imprensa é necessário

É de domínio público o “espetáculo” que um jovem apresentador de TV. Em nome do “ibope” e da espetacularização, informou ao vivo, com fones no ouvido e tudo, que a filha de uma senhora havia sido assassinada. Sim, ele fez isso. Falou diretamente com a mãe da vítima, em rede nacional, causando enorme constrangimento. Mas faturou com a audiência.

Isso é plausível?

Não faz muito vimos notícias sobre vazamentos de dados da Receita Federal atingindo ministros do STF. Fora as delações vazadas antes de eleições, como no Paraná (a vítima foi Beto Richa, que viu sua vaga certa no Senado se esfumaçar), no Rio de Janeiro (beneficiou Witzel e prejudicou Paes) e o “caso Palloci”, vazado por Moro.

Todos lembram dos prejudicados; já ninguém lembra dos repórteres-jornalistas que publicaram as “bombas”, todas falsas. 

Hoje em dia até a palavra de um delator, se for isolada, vale tanto quanto uma nota de 3 reais. Dar voz a alguém que tece ilações desacompanhadas de provas é absolutamente inaceitável. Imaginemos se a “moda pega”. Em vez de os advogados fazerem a defesa, os réus escrevem missivas. Longas missivas. E publicar coisas assim sem filtros é como dar voz a Sérgio Cabral. E Palloci. Isso é deletério em todos os aspectos. O efeito, todos sabemos, é político. A intenção é política.

A grande imprensa precisa melhorar suas práticas. Lembrai-vos de Merval Pereira a dizer, com semblante sisudo, nos poderosos espaços de mídia que ocupa, que caso o STF julgasse as Ações Diretas de Inconstitucionalidade de números 43, 44 e 45 ( que tratava, da presunção da inocência), ocorreria uma balbúrdia, com a soltura de mais de 160 mil estupradores, corruptos, assassinos e quejandos. Isso repercutiu demais em todo país, causando pânico, inclusive. E nada do que foi previsto aconteceu.

Detalhe: até hoje os propagadores de notícias bombásticas, porém falsas, não pediram desculpas. Nem o apresentador que causou sofrimento em uma mãe ao vivo, de propósito, para ganhar audiência.

Precisamos falar sobre o papel de determinados setores da Imprensa. Urgente. Se alguém tem dúvidas, pergunte às pessoas prejudicadas…

Foto/Destaque: Divulgação

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