De oficina a império comercial

Da pequena oficina de conserto de rádios e eletrolas a império do comércio, a TV Lar chega aos seus 50 anos de atividades, neste dia 6 de fevereiro, como uma das marcas que nortearam a economia no Estado e marcaram época como uma das grandes empresas familiares pioneiras no segmento. Tendo em sua linha de frente o seu fundador, o empresário José dos Santos Azevedo, a TV Lar inova e investe no Amazonas e segundo Azevedo, “sem a intenção de parar, nem eu e nem a empresa.”
Hoje a TV Lar conta com mais de 800 funcionários diretos, 28 lojas na capital e cinco no interior do Estado (duas em Manacapuru e uma unidade em Coari, Codajás e Presidente Figueiredo), representa a Yamaha no Amazonas com uma cadeia de concessionárias e é proprietária de um shopping center em Manaus. Aos 50 anos a cadeia de lojas está em expansão, com a construção de mais um centro de compras na zona Leste de Manaus e aumento da participação no interior.

A história

Tudo começou em 1964, quando Azevedo abriu uma pequena loja de rádios e componentes, substituindo a oficina de conserto de rádios e eletrolas que mantinha desde a adolescência. A então Importadora TV Lar, apostou no mercado de varejo e importações, prevendo o que viria a ser Manaus com a implantação da Zona Franca de Manaus. Azevedo conta um pouco da história “a ideia que tive é a mesma que tento passar para quem quer empreender: inovar e ter lances ousados. Comecei consertando aparelhos eletroeletrônicos, comprando componentes de uma loja local. Com muito trabalho, passei a comprar os componentes e aparelhos direto de São Paulo e logo após, os importados do Japão, antes da implantação da Zona Franca de Manaus. Apostei alto e na época nosso lema era ‘TV Lar, vende, monta e dá garantia’ e não mentimos, era assim que funcionava.”
Com o crescimento da empresa, resolveu ir ainda mais longe, dedicando tempo e esforço em seu trabalho. “Nada aconteceu repentinamente, trabalhei muito e o sucesso é o resultado da persistência. Mas além da coragem, preparação não pode faltar, ser radiotécnico e contador me ajudou bastante. Posso não ter tido uma formação universitária, mas o dia a dia, na prática do comércio, me valeu como uma universidade” resume Azevedo.
Aos 80 anos de idade, Azevedo se emociona ao lembra-se de fatos marcantes em sua carreira empresarial “dias inesquecível, foram muitos. O primeiro dia de nossa loja, no mesmo lugar em que funcionava a oficina e a entrada de nosso primeiro cliente, um frei que talvez nem tivesse ideia de ser o primeiro e ter recebido nossa primeira nota fiscal. Outra lembrança emocionante é a de quando fui a cidade sede da Yamaha no Japão, assinar os acordos para trazer a marca para Manaus e vi a bandeira do Brasil ao lado da bandeira japonesa.” Para Azevedo investir no Amazonas é sua forma de contribuição para a economia “temos tudo voltado ao mercado e público local, essa é nossa contrapartida para a comunidade que nos aceitou. Investir sempre em nosso Estado. Tudo o que temos está no Amazonas”.

Reconhecimento

Há bastante tempo reconhecido pelo empreendedorismo, Azevedo credita o sucesso à força de lutar “sempre tivemos desafios e dificuldades, mas é importante que isso tenha acontecido, pois nos motivou a ultrapassar estes problemas. Os problemas estão aí e daí tem de vir a disposição de vencer do empreendedor, com criatividade e entusiasmo,” conta o empresário, que tem vários títulos de honra e prêmios cedidos por entidades ligadas ao comércio.
Azevedo se sente honrado em ser citado como grande nome do comércio e empreendedorismo amazonense “é bom servir de exemplo para empreendedores de todos os portes. Há poucos dias, um gerente de nossa filial em Presidente Figueiredo deixou o cargo para assumir um negócio de família que cresceu demais. Enquanto trabalhava para mim, investia em um negócio próprio, agora é a vez dele,” lembra.

Planos futuros

Mesmo aos 80 anos de idade e mais de 50 de trabalho árduo, a ideia de aposentadoria e de um sucessor não está no roteiro do empresário “se desejo parar? Ainda não. O trabalho dignifica e estimula o homem a vencer e viver sempre mais, como não pretendo morrer, continuarei trabalhando. A segunda geração já trabalha conosco e a terceira vem vindo. Ainda posso estar a frente por algum tempo, nesse momento de consolidação, assim como no início, é preciso ter cuidado. Antigamente as empresas acabavam com a morte dos fundadores, agora com novos modelos de negócios acreditamos na empresa como algo que dure para sempre.”
Ao lembrar-se do nome da TV Lar como grande empresa familiar, Azevedo se entusiasma, mesmo lembrando-se do pouco tempo que sobra para sua própria família “planejamos mais 50 anos. A empresa é imortal, não nos pertence mais, quando nos lembramos das centenas de famílias que dependem de nós. Somos uma grande família, a empresa é mais importante que nossa própria família. Mas, uma vez que a empresa vai bem, nossa casa também vai bem.”
O empresário mesmo com a idade avançada, dribla o cansaço e além das empresas, encontra outras atividades “minha dedicação ao grupo é quase total, é nosso foco principal, mas com tempo para outras ações voltadas ao empreendedorismo, comércio e economia. Instituições sociais, filantrópicas e outras também recebem minha atenção. Ainda consigo estar à frente de vários projetos”.

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