De Manaus para a história do Brasil

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a vida de um dos maiores defensores da Amazônia que o Brasil já teve, vai poder fazê-lo a partir do dia 5 de dezembro, quando será lançada a segunda edição de ‘Bernardo Cabral, o jurista, o político, o intelectual’, livro de Gaitano Antonaccio, que chega aos leitores revisto e ampliado.

“Bernardo Cabral tem sido o paladino das questões que envolvem a Amazônia, seja no parlamento, nas academias, nos artigos magistrais que publica em jornais e revistas. Sua vida tem sido uma trajetória de façanhas de todos os matizes, sempre com ética e moral, ministrando ensinamentos aos seus seguidores”, falou Gaitano.

“O biografado é uma das glórias do Amazonas e do Brasil. O jurista Bernardo Cabral tem reconhecimento nacional e internacional. O político Bernardo Cabral galgou a brilhante carreira como deputado, senador, ministro de Estado e relator da Constituinte de 1988. O intelectual Bernardo Cabral escreveu obras imortais e profere ainda discursos eletrizantes. O amigo Bernardo Cabral… ah! Que personalidade humana”, escreveu na orelha do livro Dom Luiz Soares Vieira, ex-arcebispo de Manaus e membro da Academia Amazonense de Letras.

José Bernardo Cabral nasceu em Manaus, em 27 de março de 1932, filho de Antônio Bernardo Andorinha e Cecília Cabral Bernardo. Casado com Zuleide Rocha Cabral, seu filho, advogado Júlio Cabral, é membro do Tribunal de Contas do Estado.

Bernardo nasceu num domingo de Páscoa, na Santa Casa de Misericórdia. Aprendeu as primeiras letras com a própria mãe.

No Colégio Estadual, hoje Dom Pedro II, concluiu o ginasial, em 1946; e o científico, em 1949. Estudando na Escola Técnica de Comércio Sólon de Lucena, Bernardo se formou técnico em contabilidade, em 1950.

O polêmico lago Hudson

Naquele mesmo ano, 1950, Bernardo Cabral entrou na Faculdade de Direito da, então, UA (Universidade do Amazonas), concluindo o curso em 1954, com apenas 22 anos, o mais jovem da turma, em primeiro lugar e por isso sendo o orador durante a formatura.

Uma triste curiosidade na vida do advogado Bernardo Cabral foi ele ter estreado, ainda em 1954, no Tribunal do Júri como auxiliar da Promotoria de Justiça atuando na condenação do assassino de seu irmão, Antônio Lopes Cabral, morto aos 27 anos.

Em seguida, a vida profissional de Bernardo foi uma sucessão de atuações em cargos públicos. Ele foi promotor substituto, delegado de Roubos e Furtos, chefe da Administração, secretário de Segurança, secretario do Interior e Justiça, chefe da Casa Civil, procurador jurídico e fazendário, conselheiro da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro, deputado federal, quando teve seu mandato cassado, em 1969, por dez anos, após requerer a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que denunciava a criação do gigantesco lago Hudson, na Amazônia, idealizado pelo americano Hermann Khan. O lago deixaria no fundo boa parte da Amazônia. Atualmente Bernardo é assessor jurídico da Confederação Nacional do Comércio.

Dois grandes marcos são destaques na vida política de Bernardo Cabral. O primeiro deles foi, como deputado federal, ter sido o relator da Constituinte de 1988. A nova Constituição foi entregue ao povo brasileiro em 5 de outubro de 1988, depois de serem analisadas dez mil sugestões e cerca de 1.500 emendas.

“Foram várias as pressões, as conquistas, as posições corajosas que me vi obrigado a tomar a fim de que o Brasil recebesse, sem a menor dúvida, uma Constituição Cidadã”, diria ele depois.

Outro marco na vida do amazonense foi ter sido o ministro da Justiça de Fernando Collor de Melo. Ele assumiu o cargo em 15 de março de 1990 e saiu junto com o presidente após este ter sido afastado da função dois anos depois.

“Para mim é um grande orgulho lançar mais esta edição da biografia de Bernardo Cabral, o maior jurista brasileiro dos últimos tempos, deputado estadual, deputado federal, senador, foi presidente da OAB, fala mais de doze idiomas, já fez palestras em vários países, um cidadão do Amazonas, da Amazônia, que saiu de Manaus para a história”, concluiu Gaitano.

Em defesa da Amazônia           

“O meu Estado dispõe de 1/5 da água doce do mundo. Nessa divisa do século 20 para o 21, ninguém vai beber o petróleo, considerado a grande riqueza, mas a água, que a cada dia começa a faltar. Tenho ressalvado que, inclusive, países da África já não lutam por territórios, mas por filetes de água que, eventualmente, são chamados de rios e que, na minha terra, nem como riachos poderiam ser considerados”.

“Em todas as ocasiões o governo brasileiro reagiu, opondo-se firmemente (à internacionalização da Amazônia). Dessa forma, fomos nós, brasileiros, que preservamos a Amazônia de uma devastação semelhante à que ocorreu em outras regiões de floresta tropical úmida, na África e no sudeste da Ásia”.

(trechos de discursos de Bernardo Cabral).

Serviço

O que: Lançamento do livro ‘Bernardo Cabral, o jurista, o político, o intelectual’, de Gaitano Antonaccio

Quando: Dia 5 de dezembro, quinta-feira, às 19h30

Onde: Centro Cultural Palácio da Justiça

Informações: 3234-3909

 

 

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