Das eleições nas casas do Tio San e da Mãe Joana – (Parte 1)

Foi ou não foi? Viu só? Teve uma hora, do arco da velha, parecia que o Trampa, digo Tramp, mais trampolineiro do que nunca iria melar o jogo. Não deu, estrampaou-se, digo estrepou-se. No fim das contas, vá entender! Já aqui na casa da Mãe Joana – bem adiante se justificará o porquê da alcunha –  por força do que assegurou o Prefeito, como sempre tratando as amenidades com veemência, a frase completa a seguir, tudo caminha para o eleito se dar bem uma vez recebendo queijo e faca como citado abaixo, de consagrada degustação, supõe-se.

Bem entendido, a linguagem figurada conduz a acreditar no oferecimento de um regalo como sendo de primeira qualidade, quem sabe nos moldes franceses, numa das hipóteses parágrafo a seguir, nada de queijo coalho ou de manteiga originários do nosso Careiro e Catalão, ainda que as vacas sejam semelhantes, com respeito aos singelos produtores locais.

A propósito, aquela fala despojada do Alcaide restou assinaladaapós abordagem historiando um desanimador início de gestão, quando há sete anos tomou posse no cargo, diferente do que deixa, dizendo “uma cidade ajustada fiscalmente e pronta para crescer ainda mais”, induvidosas palavras ditas quando ao final do pleito. E completando em seguida: “A pessoa que me suceder na gestão do município terá a faca e o queijo na mão para fazer a cidade crescer muito mais nos próximos anos. Por isso, destacamos que é importante os eleitores analisarem bem em quem vão votar, se é uma pessoa experiente, com capacidade de gestão, para não destruir em poucos meses o que levamos anos para ajustar.”

Leva à ilação de que teve o melhor dos sentidos aquela cordial oferta. Atente-se para a consabida ampla visão humanística de que goza o ofertante, quando se sabe de sua formação cultural diplomática. Então, um dizer ao mero saboreio de um queijo ainda que ao redor da eleição municipal, não fica aquém da mostra de um aculturamento, conduzindo saberes e sabores valiosos, mesmo apenas quanto a sugerir o consumo daquele regalo, que se sabe de apreciação universal, compondo-se sim com uma celebração de cultura incomum, quase mística. Não?

Em outra variante, um completo arranjo em torno da cerimônia, não falte um cutelo a desmerecer o momento quem sabe cerimonioso, se não vai aqui algum exagero. Requer aquela passagem, ademais, que não se apequene a escolha ao uso da peça de corte, de origem metálica afamada, tais como Sérvio; Fulltany; Tramontina; Artesoul El Fierro; Chinês 30 cm; Tauro Pino; Brutfoge; Ricaulle; Lasen; You Tube; Suett.

Logo, obriga pensar, já se disse acolá, que corre mundo essa prática adâmica, nos moldes proclamados. Resta consabido que os queijos nobres para o desejado encanto como o do momento apontado, bem teríamos os seguintes, de variadas nacionalidades consagradas, segundo nos orientam as fontes de consultas, a saber: Mozarella; Provolone; Gorgonzola; Cottage; Ricota; Parmesão; Edam e Marcarpone.

No entanto, se na decidida busca da exclusividade francesa, aí liste-se como impar a nomenclatura: Camembert de Normandie; Roquefort (Sur-Souzon); Brie de Meaux; Comté (Franche-Comté); Reblochon (Haute-Savoie); Forme D’ambert; Chavroux; Mimolette; Beaufort.

Neste instante, desculpe-se por uma forçada interrupção, mas ainda há muito o que dizer. Paciência! É que o articulista quedou-se atraído a avançar num naco de queijo, mesmo que da marca Italac, mas fantasiando que seria um manjar daqueles citados acima. Puxa! (Continua).

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