Das eleições nas casas do Tio San e da Mãe Joana (Conclusão)

Cabe recordar, no texto imediatamente anterior (Parte 1), interrompeu-se a narrativa justo onde se listava preciosa casta de famosos queijos, por conta de uma irresistível vontade de saborear um dos tais, tantas foram as variedades daquele regalo referidas, findando por provocar a aludida indução, ainda que aqui contando com a disponibilização apenas de um, da marca Italac, pobre sucedâneo, para tanto bastando fantasiar-se como se fosse o consumo do escolhido Brie de Meaux, incorporando-o.

Deu certo, jamais um nosso queijo esteve tão saboroso, ainda que fosse um “coalho” ou “de manteiga”, inocente plágio produzido no artesanato do nosso Careiro ou Catalão. Que delícia! Já se disse, no texto anterior, que a figura do queijo tanto como a da faca para cortá-lo, foi destaque no discurso de despedida do Prefeito que termina o mandato, quando augurou sucesso ao próximo Governador da Cidade, dizendo que terá o trabalho facilitado pelo que vai encontrar de consagradas realizações, ou seja recebendo a faca e o queijo na mão. Foi daí que veio essa estória do queijo. Lembra?

Continuemos. Falamos há pouco de indução. Queremos falar mais. Não se duvide do poder estimulante daquele instrumento que se traduz na ação de compelir, de ser a razão de algo, ou de ter a capacidade de provocar alguma coisa. Por outra, instigação, ou um fazer de conta. É sério. Não se tenha como fora de propósito tal manejo.

É que funciona mesmo, já que a lógica indutiva se trata do processo de raciocínio em que as premissas de um argumento se baseiam na conclusão, mas não implicam unicamente nela. Portanto, a indução é uma forma de raciocínio que constrói generalizações baseadas em casos substantivos, digamos. Assim, um bom argumento indutivo terá uma conclusão altamente provável. Deu para entender? Vejamos a seguir…

Quer dizer, é o raciocínio que, após considerar um número suficiente de casos ou produtos especiais, conclui por uma escolha. Parece-lhe que se está tratando de várias marcas de queijo, em busca de escolher um? Pareceu-lhe assim? Então acertou!

Todo esse discurso que nem uma queijaria abstrata, nos moldes da listagem dos produtos franceses indicada no artigo anterior, sugere o relato a respeito de cada um, ou pelo menos de alguns, de modo a melhormente se entender o porquê de tanta fascinação secular e internacional. Logo, figura-se útil o apanhado como ensejo para conhecer da matéria ainda que um tanto quanto singular. Não?   

Comecemos pelo Brie de Meaux, já citado acolá e escolhido como imaginário. Trata-se de um dos reis dos queijos. Tem-se que cada um desses regalos provem de uma determinada região do território francês, como calha desse ser de Ile-de-France, local que compreende Paris e periferia. Sua projeção se dá porque está perto de Paris, mas sobretudo pelo lendário sabor.

Mostra uma crosta, tipo uma casca esbranquiçada envolvendo-o e chegando ao seu interior, que no entanto ali é bem amarelinha e muito macia, suave e leve ao paladar, provocando um prazer único a cada mordida. Recomenda-se que não deve ser engolido ou mastigado de uma só vez para que se possa sentir o aroma e o sabor. Se for a primeira vez que o prova, convém fechar os olhos enquanto isso, pois, aí sim, vai sentir o que o queijo oferece a você, ser humano privilegiado. Ademais, é certo que essa preciosidade ao paladar não é feita de uma hora para outra, mas, sim, curada durante 4 semanas, o que se poderia tomar como gestação.

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