Daniela Assayag nega vantagem pessoal em compra de respiradores

A jornalista Daniela Assayag, titular da Secom (Secretaria de Comunicação do Amazonas), negou em entrevista coletiva nesta quarta-feira que seu marido, o médico Carlos Avelino Junior, seja sócio ou dono da empresa Sonoar. A empresa é apontada como principal beneficiada no suposto esquema de compra superfaturada de 28 respiradores durante a pandemia de Covid-19 no Estado.

A Sonoar foi alvo da operação ‘Sangria’, da Polícia Federal. Duas sócias da empresa foram presas. Na quarta-feira, o presidente da CPI da Saúde na Aleam, deputado estadual Péricles Nascimento (PSL) informou o envolvimento indireto da titular da Secom, no esquema de superfaturamento de compras dos respiradores.

De acordo com Péricles, o marido de Daniela, Luiz Carlos Avelino Jr, é sócio da Sonoar Equipamentos, empresa envolvida na venda dos respiradores. “Avelino tem 50% das cotas societárias desta empresa”, disse o parlamentar.

“Estou para falar sobre uma acusação mentirosa, que foi feito hoje a meu respeito. Não faço, não fiz e nunca tive conhecimento de nenhum negócio feito de forma ilícita dentro do governo. Não defendi quem quer que seja. A empresa que seja. Não vou deixar simplesmente, que as pessoas utilizem a minha imagem e da pessoa que eu sou e da história que sou, para atingir o governo. Atribuo o uso da minha imagem única e exclusivamente para atingir ao governo, porque sabem da minha história de idoneidade, de honestidade e de trabalho que eu tenho ao longo de 25 anos de carreira” afirmou a secretária.

Quando a acusação sobre seu marido, Assayag disse que ele tinha um “contrato de interesse de compra e venda” da empresa, que nunca se efetivou. De acordo com a secretária, quando soube das denúncias e acusações envolvendo os respiradores, Avelino Junior decidiu fazer um distrato (quebra de contrato). 

Segundo Daniela, a entrada na documentação para o distrato ocorreu no início de maio. “Meu marido foi citado porque existe um contrato de compra e venda do meu marido, que é da área de saúde. Ele tinha um interesse em adquirir parte da empresa por causa dos negócios dele. A afirmação de que ele é sócio é mentirosa”, rebateu. 

Daniela relatou que o médico deu início a uma negociação com umas das sócias da Sonoar, identificada como Renata de Cássia Mansur. Renata está presa. Segundo a secretária de Comunicação, a empresária estava querendo sair sociedade da empresa e procurou Carlos Avelino Junior ainda em 2019. “Ele chegou, sim, a assinar como interessado. Tem esse documento”, disse a secretária. 

A titular da Secom destacou que tem uma cópia do documento, cuja data seria de dezembro do ano passado. “O negócio não chegou a ser efetivado. Não é que ele tinha um contrato de gaveta e que não chegou a ser colocado o nome dele. Não! O negócio não chegou a ser efetivado”, afirmou. 

Avelino Junior chegou a pagar a primeira prestação de compra, conforme Daniela. O valor do negócio teria sido parcelado. A secretária disse que, ao saber que o nome da empresa estava sendo citado como beneficiária na compra de respiradores, o médico perdeu o interesse na compra e fez o distrato.

De acordo com Daniela, desde 2012, Avelino Junior presta atendimento à saúde auditiva do estado, cujos contatos recebem verba federal.“Ele não teve nenhum aditivo nesse governo”, disse. 

A secretária também rebateu acusações de que teria interesse no contrato entre o Estado e a empresa Sonoar. “É uma afirmação mentirosa, a qual eu fico indignada. Não fiz isso. Eu não fiz isso”, enfatizou. E afirmou ter sido colocada no “jogo político”. “Fui colocada de maneira absurda e descabida nesse jogo político.. Eu estou à frente Secretaria de Comunicação, mas não aceito esse jogo político”, disse.

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