6 de dezembro de 2021

Como o anúncio de venda de um ativo da Petróleo Brasileiro S.A. no Paraná pode impactar a economia amazonense e o futuro da produção de alimentos no Brasil?

No último dia 11 de novembro, a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), localizada no município de Mateus do Sul (PR), foi comprada por R$ 178,8 milhões (US$ 33 milhões) pela empresa Forbes & Manhattan Resources, holding canadense de capital fechado, focada em investimentos para desenvolvimento de projetos em exploração de recursos naturais, sobretudo mineração.

A Forbes & Manhattan é o mesmo banco de investimentos que, através da Potássio do Brasil em associação com grupos empresariais locais da Zona Franca de Manaus – Simões, Fogás e DDL -, vem desenvolvendo pesquisa mineral para sais de potássio no Amazonas. Desde 2008, a parceria investiu mais de R$ 220 milhões, ampliando as reservas amazonenses do agromineral, a partir da descoberta de jazidas do minério em terrenos da margem esquerda do rio Madeira, no município de Autazes (AM).

Os sais de potássio (K) constituem-se importante macro nutriente mineral (fertilizante NPK), insumo tecnológico da agroindústria que, adicionado corretamente ao solo, amplia a produtividade por hectare plantado. 

Considerando o protagonismo do Brasil na produção e comércio mundial de alimentos, é assustador identificar a dependência e vulnerabilidade do produtor nacional, a partir da quantidade de produto agrícola necessária para adquirir uma tonelada de fertilizante. 

Dados consultados durante o período de meu doutorado, defendido na Universidade Federal do Amazonas em 2019, junto aos acervos da Agência Nacional de Adubos (ANDA) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indicavam que, no período entre 2013 e 2017, o agricultor brasileiro foi obrigado a trocar, em média, 61,7 sacas de 60 kg de milho; 21,3 sacas de 60 kg de soja; 26,8 sacas de 60 kg de arroz em casca; 27,2 toneladas de cana-de-açúcar…, por cada tonelada de fertilizante aplicada em suas terras.

Um estudo atualizado pelo setor primário dos números acima e o debate sobre suas relações que “ferem de morte” o establishment da economia e do agronegócio no Brasil, notadamente, diante dos novos impactos e desafios surgidos na pandemia, deveriam ser pautas políticas urgentes das autoridades estaduais e federais.

O “agro é pop, é tech”, mas, sua dependência dos minerais fertilizantes, que, no caso dos sais de potássio, é quase em sua totalidade importado de países produtores como Canadá, Rússia, Israel, tem no Amazonas uma solução tática, operacional e estratégica, a partir da instalação e operação do projeto de mina subterrânea de sais de potássio, capitaneado pela Potássio do Brasil.

Depois da intervenção política atroz na Petrobras em 2008, que obrigou a empresa a destratar um contrato legítimo de venda para a mineradora Falcon Metais (Grupo Forbes & Manhattan) dos direitos minerários das jazidas de potássio em Fazendinha (Nova Olinda do Norte) e Arari (Itacoatiara), em guarda da petroleira, porém, sem qualquer interesse comercial desde a década de 1990 (ato de interferência endossado num discurso presidencial também atroz, realizado na SUFRAMA em 2019), parece que o atual Conselho Administrativo da Petróleo Brasileiro S.A., no Paraná, tenha encontrado o caminho “emancipatório” das nocivas decisões ideológicas de governos… 

E o faz atraindo, pela natureza das relações comerciais e de mercado, parceiros estratégicos minoritários, nacionais e/ou multinacionais, que aportem seus investimentos em bons projetos e negócios no Brasil. 

Por reconhecer a competência e experiência das equipes Forbes & Manhattan e de seus parceiros locais, no histórico e exitoso trabalho de desenvolvimento do projeto da mina subterrânea de sais de potássio no Amazonas, ao compartilhar o informe da venda da SIX com um dos investidores locais (o amigo e CEO da Fogás, Jaime Benchimol), pontuei em mensagem, o meu desejo mais sincero: “tenho certeza que a Potássio encontrará o mesmo caminho para tocarem o futuro da produção de alimentos no país!” 

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