Dançando para uma vida melhor

Criado em 1982 pelo Comitê Internacional da Dança (CID) da UNESCO, o Dia Mundial da Dança tem como objetivo reunir todos os tipos de dança, celebrar esta arte e mostrar a sua universalidade, independentemente das barreiras políticas, culturais e étnicas.
Neste dia são várias as atividades desenvolvidas por associações, escolas e outras entidades ligadas à dança para promover esta arte que é vista como linguagem universal, promotora de ideais como a liberdade de expressão e a igualdade de direitos. A comemoração tem por base o dia de nascimento de Jean-Georges Noverre, que nasceu em 1727 e foi um dos grandes nomes da dança.

Mais que diversão

Dançar vai além da diversão. Passos coreografados, seguindo uma metodologia e com orientação profissional, trazem diversos benefícios, eleva a endorfina, que consequentemente melhoram o estresse e depressão. A dança melhora a harmonia entre mente e corpo, além de possuir um caráter ‘agregador’, os dançarinos geralmente unem-se em pares ou grupos, fortalecendo laços de amizade, e gerando bem estar.
O professor de dança da Universidade Estadual do Amazonas e Bailarino do Corpo de Dança do Amazonas, Getúlio Lima afirma “a dança não beneficia apenas o físico. No trabalho artístico, proporciona uma visão mais crítica do mundo e de como nos vemos e nos inserimos nele. A dança sempre trará benefícios”.
Para o bailarino e diretor da The Fusion Dance Norte Fitness Company, André Durand a dança tem valor social. “Em algumas pesquisas realizadas nas zonas Norte e Leste de Manaus, foi constatada a queda nos índices de violência entre os jovens, nos meses de dezembro a junho, quando estes estão empenhados nos festivais folclóricos. Como não ver a importância disso?”.
O diretor artístico e coreógrafo Jorge Kennedy concorda “a dança tem um lado que transcende a própria dança. Provoca uma interação mais participativa e prazerosa, as comunidades envolvidas em projetos de dança tem uma boa convivência. Conhecer ‘o outro’ faz com que eles se auto reconheçam e se auto valorizem. Vejo a dança como um passo para a inclusão social. As classes mais populares se engajam mais, pelo prazer de fazer bem feito, com ou sem dinheiro e em todas as idades” disse Kennedy.

Para todas as idades

A maioria das crianças gostam de dançar e de se mover conforme a música. Aparentemente sem uma razão específica, mas a prática ativa desenvolve capacidades positivas, que a acompanharão por toda a vida.
Com a dança, a criança trabalha e fortalece a musculatura, tem maior consciência corporal, noções de espaço, além de melhorar sua integração social. Musicalidade, ritmo e criatividade também estão entre os ganhos.
A bailarina, coreógrafa e diretora da Cia. de Dança Encontro das Águas, Juliana Borges fala dos bens que a dança traz a todas as idades. “O balé clássico nas aulas de baby class (para crianças pequenas), corrige postura, ajuda na coordenação motora e flexibilidade. No outro extremo, na terceira idade, a dança se mostra ótima para combater o sedentarismo. Idosos com colesterol alto, diabetes, tem na dança uma forma de prolongar a vida de forma saudável. Eu acredito que a dança rejuvenesce” afirmou Juliana.

Pouco para comemorar

Para o diretor da The Fusion Dance Norte Fitness Company, André Durand “temos mais trabalho que comemoração. Esperamos arrecadar fundos para participarmos do Festival de Dança Joinville (SC), mas a ManausCult já nos disse um não, alegando que o mesmo foi feito em cima da hora. A Secretaria de Estado da Cultura ainda estuda o pedido, o que nos dá esperança. Ano passado fizemos mais de 30 apresentações no Festival catarinense, que é um dos maiores do mundo. Viajamos com 39 pessoas, entre técnicos e bailarinos e um figurino riquíssimo, mas só chegamos lá com ajuda da iniciativa privada e doações. Os gastos são enormes com passagens aéreas, hospedagem e alimentação” disse o diretor.
Conhecedor das dificuldades da classe, André tem a idéia de fundar o Sindicato dos Profissionais de Dança do Amazonas, o Fórum de Dança e é candidato à cadeira de dança no Conselho Municipal de Cultura. “Entre os projetos está o que fará com que os bailarinos sejam reconhecidos pela Justiça do Trabalho, que sejam amparados quando deixarem a profissão, a aposentadoria por tempo de serviço e o reconhecimento, para todos, com formação acadêmica ou não”.
O diretor comenta que teria muito mais para comemorar se nesse dia, fosse aprovada uma lei que incentivasse a cultura em geral, no Estado e no município. “Uma lei que mapeasse e abrigasse a todos, que trabalham com a dança”.
Para arrecadar recursos para o festival de Joinville (de 18 a 26 de julho), a Companhia participará do Festival de Danças Brasileiras, produzido por André Durand e pelo coreógrafo Elifas Mattos. Em duas horas de espetáculos, serão apresentadas danças folclóricas, urbanas, internacionais e infantis. Para contribuições o produtor disponibilizou o telefone (92) 9216 2707.

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