8 de maio de 2021

Cyberbullying cresce no Brasil em 2020

Uma pesquisa da Microsoft divulgada esta semana aponta que, embora o atual estado de civilidade digital do Brasil tenha se mantido, cerca de 43% dos entrevistados estiveram envolvidos em incidentes de bullying na internet. Realizado em maio de 2020, em 32 países, o levantamento mensurou o comportamento e a percepção de adolescentes (entre 13 e 17 anos) e adultos (de 18 a 74 anos) na internet.

A pesquisa englobou perguntas para avaliar os riscos online em quatro áreas: comportamental, reputacional, sexual e pessoal/intrusivo. Entre elas, estavam questionamentos como “Quais riscos online você e seu círculo imediato já enfrentaram?”, “Quando e com que frequência os riscos ocorreram?” e “Quais foram as consequências e quais ações foram tomadas?”.

A partir das respostas, a Microsoft calculou o IDC (Índice de Civilidade Digital), que usa métricas como inclusão, transparência e respeito no mundo digital para medir o tom das interações online. Quanto mais baixo o resultado, menos hostil é o ambiente cibernético do país avaliado.

Brasil e o bullying

O Brasil atingiu os mesmos 72% computados na pesquisa anterior. O problema por si só já seria grave —tendo em vista o alto índice de exposição aos riscos online no país —, mas se torna pior após a pesquisa revelar que 43% dos entrevistados brasileiros alegaram envolvimento em incidentes de bullying.

Segundo o estudo, 21% dos entrevistados foram vítimas de bullying e 41% disseram que a civilidade digital caiu quando começou a pandemia do novo coronavírus. Os mais afetados pelas más condutas online foram os indivíduos das gerações Z (nascidos entre 1995 e 2010) e millennials (nascidos entre 1985 e 2000).

O crescimento do bullying em âmbito mundial já havia sido reportado em um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas]), no ano passado. Isso porque houve um aumento de acessos à rede em razão da necessidade de distanciamento social. Não à toa, apenas 30% dos brasileiros entrevistados pela Microsoft acreditam que há civilidade online.

Os dados relativos ao Brasil acendem um alerta para a necessidade de maior atenção aos casos. E isso é especialmente importante nesta época em que crianças e jovens estão confinados em casa e imersos em dispositivos móveis desde o fechamento das escolas.

Dados gerais

Se, por um lado, os resultados levam a preocupações no Brasil, os dados gerais, felizmente, melhoraram. Os Países Baixos apresentaram índice de 51% (cinco a menos do que o ICD passado) e ocuparam o topo da lista. O top 5 tem, ainda, Reino Unido (55%), EUA (56%), Singapura (59%) e Taiwan (61%).

De acordo com os dados globais, os adolescentes foram responsáveis por uma notável melhoria na civilidade digital. Além disso, o estudo indica que um em cada quatro entrevistados reportaram comportamentos mais gentis como resultado da Covid-19.

Foto/Destaque: Divulgação

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