CVM lança cartilhas para proteger investidores

Com o objetivo de proteger o investidor nacional de golpes aplicados no mercado, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) publicou, nesta semana, em seu site, o primeiro número da nova série de publicações educacionais denominada Alertas.
A primeira cartilha trata do mercado Forex, que envolve operações virtuais baseadas na compra e venda simultânea de moedas aos pares.
O superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores da CVM, José Alexandre Vasco, explicou ontem, em entrevista à Agência Brasil, que o Forex é um mercado de divisas que funciona numa plataforma eletrônica.
“É um mercado de moedas estrangeiras com moeda local ou só de moedas estrangeiras. Ele existe em todo o mundo e opera praticamente 24 horas por dia e em quase toda a semana, porque cobre quase todos os fusos horários”, explicou
Segundo Vasco, nessa plataforma eletrônica são comprados ou vendidos pares de moedas. “Por exemplo, o euro contra o dólar. Então, se compra ou vende uma relação monetária entre essas moedas”, apontou.
No entender da CVM, trata-se de um investimento que tem como elemento subjacente ativos, que são as moedas. “É um derivativo, que tem um valor mobiliário”, relatou. Como se trata de um mercado internacional, o Forex não tem sede e opera eletronicamente. Em cada país, existem corretoras que captam clientes para operar nesse mercado. No caso do Brasil, elas devem ter registro na CVM.
O investidor que esteja sendo procurado por uma corretora dessas deve consultar a CVM para saber se ela é autorizada pelo órgão regulador. Para isso, ele dispõe do Serviço de Atendimento ao Investidor. O aplicador pode também consultar diretamente a página da autarquia na internet, no link “Participantes do Mercado”, para saber se a corretora é credenciada junto à CVM.
Desde 2005, por meio de denúncias e consultas, a CVM já abriu 104 processos administrativos para investigar ofertas de Forex. “Na maioria dos casos, não eram corretoras estrangeiras, mas pessoas no Brasil ou no exterior que simulam corretoras”, finalizou José Alexandre Vasco

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