CUT/AM ignora ato nacional

Na última sexta-feira (30), enquanto o diretório nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores) reunia, nas ruas de 26 capitais do país, milhares de manifestantes no Dia Nacional de Mobilização, que tinha o objetivo de pressionar o Congresso Nacional e os governos Federal e Estaduais a destravar a pauta da classe trabalhadora, sindicalistas de Manaus não aderiram aos protestos.
Coincidência ou não, no mesmo dia e hora da mobilização nacional, os trabalhadores da indústria amazonense eram recebidos com festa na Câmara Municipal de Manaus. Uma Sessão Especial, de autoria da vereadora Rosi Matos (PT), homenageou os 30 anos de criação da CUT/AM –comemorados no último dia 28 de agosto.
O líder do Partido dos Trabalhadores na CMM, vereador Waldemir José, explicou que a escolha da data da homenagem tivesse qualquer relação com o Dia Nacional de Mobilização organizado pela CUT. De acordo com o parlamentar, a Sessão Especial aconteceu somente na sexta-feira por conta de um conflito de agenda.
“No dia 28, que foi o dia do aniversário da CUT, a Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas) já havia marcado uma homenagem, então tivemos que marcar para hoje (sexta-feira)”, explicou o petista.
Ele lembrou ainda que no mesmo dia houve protestos dos professores em frente à Assembleia Legislatva do Estado e acredita que a discussão do dissídio dos metalúrgicos acabou acalmando o ânimo dos trabalhadores da categoria.
“Tivemos manifestação dos professores em frente à Assembleia, que é a categoria que está mais engajada na luta. De uma certa maneira, os metalúrgicos já tiveram o seu dissídio este ano, então eles não têm, neste momento, o pico da manifestação deles”, disse.
Procurados pela equipe do Jornal do Commercio, o presidente da Central Única dos Trabalhadores no Amazonas, Valdemir Santana, e a vereadora Rosi Matos não atenderam as ligações.

Sobre o Ato

O Dia Nacional de Paralisações mobilizou cerca de 27 mil metalúrgicos da região de São José dos Campos, Jacareí e Caçapava, no Estado de São Paulo, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região. De acordo com a entidade, trabalhadores de 25 fábricas participaram de assembleias e mobilizações durante todo o dia debatendo a pauta da campanha salarial e medidas a favor da classe trabalhadora.
Em algumas fábricas houve paralisações de 24 horas, e o sindicato informou que a produção foi atingida em fábricas como a General Motors, Avibras, Ericsson, Embraer, Blue Tech e MWL. Em São José dos Campos, os metalúrgicos juntaram-se a outras categorias em uma passeata pelo centro da cidade.
O movimento tem entre as reivindicações aumento geral de salário, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial, valorização das aposentadorias, rejeição ao projeto de lei 4.330/04, que regulamenta a terceirização nos serviços público e privado, além da destinação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação, de 10% do Orçamento da União para a saúde.
Já na capital paulista, cerca de mil manifestantes fizeram uma manifestação na avenida Paulista, contra o projeto de lei (PL) 4.330, que altera as relações de trabalho, e contra o fator previdenciário. O ato contou com a presença de líderes sindicais da CUT (Central Única dos Trabalhadores), do Sindicato dos Químicos, do Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), Sindicato dos Bancários de São Paulo e da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). Além dos industriários, professores da rede pública de ensino paulistana também defenderam o cumprimento das negociações feitas com a prefeitura na última greve, encerrada em maio.
A pauta unificada dos trabalhadores inclui, entre outros pontos, o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim das terceirizações.

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