Custo dos produtos continuará pressionado

A prévia da inflação de março, 0,73%, está de acordo com o que era previsto pelo mercado, que estima que o custo dos produtos e serviços irá continuar subindo.
Professora de economia da UERJ, Beatriz David, disse que no caso dos alimentos que seguiram pressionando o índice, a questão climática tem sido crucial para o encarecimento dos preços. “A seca no Brasil tem reflexo direto na produção, pois coloca em risco o plantio e faz encarecer os insumos”, frisou.
O último boletim Focus, do Banco Central, aponta uma previsão de 6,11% para o IPCA, a inflação oficial do país, neste ano. Na semana passada, o boletim do BC, feito com base nas estimativas de analistas, era de 6,01%. Há um mês, previa-se 5,93%.
O IPCA-15 (prévia do IPCA) de março mostrou que vários alimentos chegaram ao consumidor com preços mais altos do que no mês anterior, especialmente o tomate (28,53%), a batata-inglesa (14,59%), as hortaliças (12,72%), os ovos (3,07%) e as frutas (2,05%).
A alta dos preços dos alimentos ajudou a levar o IPCA-15 a 2,11% no acumulado do ano. “Segurar os preços é um desafio para o Banco Central, pois o IPCA-15 mostrou uma aceleração causada tanto por choques tanto de oferta quanto de procura”, afirmou Pedro Raffy Vartanian, professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Energia
No começo da semana, o Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV estimou que o aumento das tarifas de energia elétrica também irá pressionar e pode levar a inflação para o topo da meta ao fim de 2014.
O instituto estima que o IPCA vá fechar 2014 em 6,4%, apenas 0,1 ponto percentual abaixo do teto de 6,5%. O centro da meta para o ano é de 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
A estimativa do Ibre é que a conta de luz suba 8% neste ano. O instituto levou em consideração os 4,5% de reajuste sinalizados pela Aneel e estima outros 4% relativos ao abatimento da conta do uso das termelétricas.
O aumento da conta de luz traz preocupação para a inflação, segundo a economista do Ibre, Sílvia Matos, devido às possibilidades de alta de outros preços que já há algum tempo vêm pressionando o indicador oficial, como serviços, cuja estimativa do Ibre é de alta de 8,4%, e alimentos, com alta de 5,5%.
“O patamar elevado da inflação, em 6,4%, e, portanto, muito próximo do teto da meta, traz o risco de outros indicadores afetarem os preços. Se tivermos um choque de alimentos, como tivemos no ano passado, a inflação pode ultrapassar o teto”, disse.
A variação do câmbio também deve impactar o preço dos produtos e serviços no Brasil. A alta do dólar encarece máquinas e equipamentos importados, além de insumos agrícolas comprados no exterior.
Como peças de produtos eletrônicos também são importados, o dólar mais caro deve atingir também esses produtos. Outro item com bastante impacto do dólar são as passagens aéreas, devido ao custo do combustível usado pelas aeronaves.

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