Custo da folha salarial avança 0,46%

A folha de pagamento do comércio varejista apresentou variação positiva de 0,46% na passagem de junho para julho deste ano, de acordo com a mais recente pesquisa realizada pela Fecomércio/AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas). Hoje, o custo administrativo para o empregador manter o funcionário na companhia é de 103% a 120% sobre o salário bruto mensal. O percentual flutua de acordo com a incidência de benefícios concedidos, segundo dados da SRT/AM (Superintendência Regional Trabalho no Amazonas) e Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas).
“A variação em quase meio ponto percentual em relação ao crescimento da folha indica aumento na quantidade de empregos, isso mostra que as empresas já estão contratando um pouco, ao invés de manter o ritmo de demissões que verificamos no início do ano”, explicou o economista, José Fernando Silva, coordenador do estudo.
Os números mostram que 22% do gasto para a empresa funcionar provém das despesas com remuneração. A folha de pagamento do setor comercial manauense foi influenciada pelo segmento automotivo que teve crescimento de 2,14%. As lojas especializadas em autopeças e acessórios marcaram 14,01%, no comparativo de julho de 2008 e 2009.
As empresas da área de bens semiduráveis elevaram os índices, a exemplo das lojas de tecidos, que detiveram aumento de 10,03% em julho de 2009, sobre o mesmo período do ano anterior. Em contrapartida o declínio das óticas (-14,63) levou os comerciantes de bens duráveis a assinalarem -6,22%.
O presidente da FCDL/AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ralph Assayag, afirmou que é a favor da redução das taxas administrativas que compõem a lista de itens dos contracheques. “O alto custo administrativo às vezes inviabiliza novas contratações em empresas de pequeno e médio porte, que são a maioria no comércio do Centro de Manaus, por exemplo”, disse Assayag.

Jornada reduzida

Umas das medidas apontadas pelo presidente da FCDL/AM para ajudar os pequenos comerciantes, seria manter a jornada de trabalho em 44 horas semanais, ao invés de diminuí-la para 40 horas, como se pretende caso os parlamentares aprovem o projeto de lei que trata do assunto.
O mais recente estudo do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) sobre a jornada de trabalho revela retração de 10,7% no número de horas trabalhadas por mês, nos últimos 19 anos. A média de 44,1h em 1988 passou para 39,4h em 2007. No Amazonas, a diferença entre os dois períodos superou a média nacional ficando em 11,9%, embora o número de horas ainda seja maior do que o de outros Estados. O comércio em 1988 registrava uma jornada de trabalho média de 45,9h semanais. Em 2007 o valor foi para 42,9h.
“Sou a favor de tudo o que beneficie o trabalhador, com a redução da jornada o funcionário terá tempo para cuidar da saúde, se qualificar profissionalmente e novas vagas de empregos serão abertas”, pontuou o superintendente regional do trabalho, Dermilson Chagas.
O chefe da sessão de mediação de relações de trabalho da SRT/AM, Chagas Rodrigues, disse que o menor custo para manter o funcionário trabalhando legalmente seria 103% variando até 120% conforme a quantidade de “suportes trabalhista”, como ele classificou os auxílios recebidos juntamente com o salário.

Benefícios trabalhistas

De acordo com o diretor-executivo do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas), Ronaldo Mota, todas as empresas incentivadas do PIM (Polo Industrial de Manaus) dão benefícios trabalhistas aos funcionários. “Dependendo do porte da empresa, alguns benefícios, como plano de saúde e auxílio educação para pagar um percentual da escola ou faculdade, se estendem a todos os familiares diretos do colaborador”, destacou Mota.
O representante da indústria disse também que as empresas veem isso como investimentos, pois os empregados aumentam a produtividade e qualidade na função desempenhada e a rotatividade na empresa é reduzida.

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