Custo da construção civil reduz em novembro no Amazonas

Passados três meses seguidos de alta, o INCC (Índice Nacional de Construção Civil) do Amazonas foi na trajetória inversa da média nacional e sofreu deflação em novembro (-0,22%), ficando bem abaixo da marca do mês anterior (+0,25%). O valor do metro quadrado caiu de R$ 1.144,23 para R$ 1.141,69 – R$ 630,42 relativos a materiais e R$ 511,27 oriundos da mão-de-obra.

Diferente do ocorrido, o passivo da força de trabalho subiu 0,31% frente a outubro (R$ 509,66), enquanto o relativo aos insumos sofreu recuo de 0,40% na comparação com o mês anterior (R$ 632,96). Os dados estão na mais recente pesquisa do IBGE/ Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), divulgada nesta sexta (6).

A variação anual foi de 5,30%, significando decréscimo de 0,23 ponto percentual em relação à marca do mês anterior (+5,53%). A deflação de novembro não foi suficiente para evitar que o percentual ficasse bem acima dos 3,12% de inflação acumulada do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), conforme outra divulgação do IBGE de ontem. Em 12 meses, por outro lado, o índice ficou em 5,57%, abaixo do apresentado em outubro (+6,27%).

No Brasil, o índice variou 0,11% entre outubro e novembro, configurando uma queda de 0,08 ponto percentual em relação ao mês anterior (+0,19%). A variação anual em novembro foi de 3,80%, também menos elevada do que em outubro (+3,69%). Em 12 meses, o custo nacional da construção ficou 4,03% mais salgado, número abaixo do apresentado em (4,17%).

Um mês depois de ficar em nono lugar no ranking de variação mensal, o Estado voltou a subir posições e ficou com o terceiro menor índice do país, perdendo apenas para Pará (-0,30%) e Pernambuco (-0,28%). Na outra ponta, Goiás (+1,01%), Amapá (+075%) e Maranhão (+0,59%) amargaram os maiores custos do Brasil.

Menor do Brasil

O custo no Amazonas segue abaixo da média nacional. O Estado ficou em 14º lugar entre os maiores valores. Santa Catarina ocupou a primeira posição (R$ 1.330,98), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 1.288,10) e Acre (R$ 1.280,37). Os menores custos foram para Rio Grande do Norte (R$ 1.039,77), Pernambuco (R$ 1.035,22) e Sergipe (R$ 985,01).

Apesar da alta, a mão-de-obra permaneceu inferior à média nacional (R$ 549,90), levando o Amazonas à 15ª posição do ranking. Santa Catarina (R$ 696,45) ocupou o primeiro lugar, seguido de Rio de Janeiro (R$ 663,14) e São Paulo (R$ 632,60). Em contraste, Ceará (R$ 464,23), Rio Grande do Norte (R$ 455,02) e Sergipe (R$ 453,15), ficaram com os valores mais baixos.

Ao contrário do habitual, o custo de material puxou os números para baixo. O valor no Estado (R$ 630,42) ficou abaixo da média nacional (R$ 606,41), mas o  Amazonas segue em posição elevada (11º) entre os maiores valores no Brasil. Os maiores índices ficaram no Acre (R$ 708,39), Distrito Federal (R$ 686,32) e Rondônia (R$ 671,76). Os menores foram para Pernambuco (R$ 560,19), Espírito Santo (R$ 542,41) e Sergipe (R$ 531,86).

Tendência de queda

Na análise do supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, apesar da retração do mês passado, a disparada ocorrida em setembro e outubro no custo da construção civil amazonense, elevou sensivelmente o crescimento acumulado do ano, sendo que tanto a mão-de-obra, quanto o preço dos insumos, contribuíram para essa elevação. 

“Novembro já mostra uma certa retração, justamente nos preços que salgaram os meses anteriores. A aproximação do final do ano promove o aquecimento das vendas, e leva os comerciantes às promoções, a fim de aquecer as vendas. Com isso, há uma tendência de retração nos valores. Indicador e consumidor agradecem a queda nos preços de balcão. Já o trabalhador da construção local, continua ganhando abaixo da média nacional”, assinalou.

Fase das obras

Já o presidente do Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas), Frank Souza, considera que os números do custo da atividade local em novembro se devem à fase das obras no Amazonas, tanto no caso dos dispêndios com insumos, quanto no passivo gerado pela força de trabalho. 

“As empresas estão usando material mais básico e o custo do metro quadrado tende a cair. Não tem nenhuma outra explicação para isso. No caso da mão de obra, acredito que a tendência é de estabilidade, pois o dissídio é só em junho de 2020. Pode haver alguma variação, caso a fase do empreendimento precise de um trabalhador mais especializado”, concluiu Frank Souza.  

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