Custo da construção civil desacelera

O custo da construção civil medido pelo Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil) apresentou desaceleração em junho, com variação de 0,66%, ante o resultado de maio de 1,61%.
Comparado com a taxa de junho de 2009, de 0,35%, o índice atual mostrou elevação. O acumulado de janeiro a junho foi de 4,33%, número acima do verificado no mesmo período de 2009, de 3,67%. Nos últimos 12 meses, a taxa de variação foi de 6,52%, acima dos 6,19% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.
O Sinapi é um levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em convênio com a Caixa Econômica Fe­deral. O indicador é realizado por meio do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil.
O custo nacional da construção por metro quadrado, que no mês de maio havia sido de R$ 742,44, em junho passou para R$ 747,36, sendo ­R$ 422,61 relativos aos materiais e R$ 324,75 à mão-de-obra.
A parcela dos materiais apresentou variação de 0,53%, superior à taxa de maio (0,41%). Por outro lado, a componente mão-de-obra registrou forte desace­leração (2,39 pontos percentuais), com taxa de 0,83% em junho contra 3,22% de maio.
No ano, os materiais subiram 2,42%, abaixo dos 2,26% de igual período do ano passado, e a mão-de-obra subiu 6,93%, acima da taxa registrada em igual período de 2009 (5,66%). Nos últimos 12 meses, os acumulados foram: 4,46% (materiais) e 9,33% (mão-de-obra).

Números por região

O índice relativo ao Sul registrou variação de 0,93%, a mais elevada em junho. O Norte apresentou o menor resultado (0,44%).
Os demais índices regio­nais tiveram as seguintes variações: 0,75% no Nordeste; 0,59% no Sudeste e 0,54% no Centro-Oeste.
O maior acumulado do ano foi registrado na região Centro-Oeste (5,23%) e em 12 meses na região Norte (8,14%). Já no Sul, ocorreram as menores taxas no ano (3,10%) e em 12 meses (5,43%).
Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 792,23 (Sudeste); R$ 747,18 (Norte); R$ 724,26 (Sul); R$ 720,50 (Centro-Oeste) e R$ 702,00 (Nordeste).
Devido aos reajustes salariais decorrentes do acordo coletivo, a Paraíba apresentou em maio o maior aumento no custo de construção (4,19%). Pelo mesmo motivo, devem ser relacionados também: Alagoas (2,36%) e Rio Grande do Sul (1,88%). As menores taxas mensais foram registradas por Roraima (0,16%), Rio Grande do Norte (0,17%) e Bahia (0,19%).
Roraima (0,68%) e Paraná (0,91%) apresentaram os menores acumulados, no ano. Mato Grosso (3,01%) e Espírito Santo (3,66%) apresentaram os menores acumulados nos últimos 12 meses.

Vendas de material no diminuem 5,5% e têm 1ª queda em 15 meses

As vendas de materiais para construção no varejo brasileiro registraram o primeiro declínio em 15 meses, ao apresentar queda de 5,5% em junho em relação a maio, de acordo com pesquisa divulgada ontem pela Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), em parceria com a Ibope Inteligência. Em relação a junho do ano passado, porém, as vendas do setor apresentaram alta de 6,5%. Já no acumulado do semestre, o segmento de material de construção cresceu 8% sobre igual período do ano passado.
Conforme a associação, apesar da queda, os lojistas continuam otimistas e garantem que a recuperação se dará em julho. “Ficamos surpresos com os dados, mas a verdade é que os jogos da Copa do Mundo tiveram um certo peso neste cenário, já que as lojas atribuíram a queda nas vendas à falta de consumidor”, diz Cláudio Elias Conz, presidente da Anamaco, em nota.

Expectativas otimistas

A maior parte dos lojistas (62%) considera que haverá aumento de 10% a 20% no volume de vendas de materiais de construção no mês de julho, de acordo com a pesquisa – ao considerar que alguns itens como tubos e conexões de PVC, metais sanitários e interruptores, plugues e tomadas, devem ter aumento de venda de 10% a 15% no próximo mês.
A prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para materiais de construção, que segue em vigor até o final de dezembro, segundo a Anamaco, teve um papel fundamental no aquecimento do setor.
Apesar da retração registrada pelas empresas em junho, Conz lembra que o setor enfrenta um cenário completamente diferente do início de 2009.
O presidente da Anamaco aponta que as indústrias de material de construção estão fazendo investimentos pesados em aumento de produção e capacidade de entrega, impulsionados pela expectativa de aumento das vendas por conta do programa habitacional do governo, o “Minha Casa, Minha Vida”, e lembra que o país se prepara para sediar a Copa do Mundo, em 2014, e a Olimpíada, em 2016.

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