Cúpula discute crise e regulação do mercado

Sobre o Brasil, Meirelles disse que o crédito já está em recuperação. “Eles (crédito) ainda não voltaram à normalidade

O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, disse que a reunião do G20 financeiro, que iniciou na sexta-feira e vai até domingo em São Paulo, e a do BIS, na segunda-feira, deverá discutir um maior controle dos mercados financeiros como resposta ao que originou, nos EUA, a crise financeira global.
“Teremos dois focos de discussão. Em primeiro lugar, como resolver os problemas causados por essa crise internacional, e em segundo lugar, olhar para frente, com a questão da regulamentação’’, disse Meirelles, após palestra na Amcham (Câmara de Comércio Americana).
“Uma das possibilidades que estará em discussão é exatamente uma maior supervisão e uma maior fiscalização nos mercados internacionais e, especialmente, nas transações globais’’.
Sobre o Brasil, Meirelles disse que o crédito já está em recuperação. “Eles (crédito) ainda não voltaram à normalidade. Houve uma perda pronunciada na última semana de setembro, mas depois recuperou ao longo do mês’’, disse.
Segundo ele, a melhora do mercado de crédito se deu graças “à série de medidas tomadas pelo BC tanto para prover liquidez em dólares quanto em reais’’.
Meirelles voltou a afirmar que a situação no Brasil é melhor que a de outros países quando se tratam dos problemas causados pela crise. Entre as vantagens brasileiras, citou o mercado bancário brasileiro ser menos alavancado, os bancos de investimento brasileiros terem regulação do BC -o que não acontece nos EUA- e a força do mercado interno na economia. “Certamente estaremos crescendo mais do que a média do crescimento global previsto pelo FMI’’, afirmou.

Alternativas para a crise

A reunião é uma prévia para a cúpula que ocorre no dia 15 de novembro, em Washington. A reunião de São Paulo vai preparar o diálogo para a primeira cúpula de chefes de Estado do G20 financeiro, convocada pelo presidente americano, George W. Bush.
Antes disso, representantes do Brasil, Índia, China, África do Sul, México e Rússia -seis potências emergentes- passaram o dia reunidos fechando posições para o encontro que começou oficialmente na sexta-feira. Os cinco primeiros compõem o grupo conhecido como G5 e participam anualmente como convidados das reuniões do G8 (grupo das sete economias mais industrializadas do planeta mais a Rússia).

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