Vidas humanas sempre importaram e o que não se admite é a vã tentativa de se negar a existência do racismo num país do tamanho de um continente e com 230 milhões de habitantes, cujas origens são as mais diversas. Respeitar as diversidades e repudiar a intolerância deverão nortear a conduta do ser humano, como fonte de um amadurecimento que não tivemos até hoje. Culpar os governos anteriores por gestos abomináveis  ou por omissões dolorosas a nada conduzirá. Sejamos mais honestos com os fatos e como pessoas humanas, analisando cada caso e não generalizando ou comparando. A individualidade do brasileiro decorre de sua criação, formação escolar e locais onde trabalhara. Exigir o mais sem o Estado ter dado o menos é concluir sem respaldo. Assim,  nunca começará a Nação a enfrentar um racismo enraizado há décadas de forma intolerável.

O ser humano deve evoluir, crescer e amadurecer em decorrência de seus conhecimentos e não em função da cor da pele  ou de seu sexo ou religião. E, se o momento é de suposta incerteza face às várias políticas que existiram, gerando  indecisões fruto de péssimas informações, cabe a todos o ônus de esclarecer a verdade, cabendo a qualquer conseguir o caminho que desejar dentro do respeito ao direito de todos. Por isso, vivemos numa democracia onde se cumprem regras e se respeitam o direito de todos dentro da moral e dos bons costumes.

Nosso Brasil é laíco e atacar esta ou aquela religião significará a tentativa de destruir a liberdade de expressão, ferindo um de nossos princípios constitucionais. Destarte, nunca haverá cidadania onde houver intolerância, racismo  ou qualquer outro tipo de discriminação, notadamente, em razão do sexo, cor, idade, religião ou até opção por qualquer ideologia partidária.

Nossa Carta Magna em seu artigo 5º dispõe: “a prática de racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”. Tem o Estado o dever de investigar, apurar e aplicar a lei. Só assim a cidadania  se fará presente de fato e de direito e o ser humano reconhecido como cidadão..um dia chegaremos lá até porque as comemorações alusivas ao mês da Consciência Negra não podem ser representativas da disseminação do ódio. Toda brutalidade é fruto de uma covardia e se as ações de combate ao racismo ou qualquer ato de intolerâcia são frágeis ou pífias  compete a todos nós a devida cobrança das autoridades competentes. Há algo a ser feito com nossas crianças em seus lares, nas escolas, nas igrejas com o propósito de eliminar o racismo e a intolerância. O que fere o âmago de outra pessoa é inaceitável e os efeitos deletérios marcam o interior do ser violentado. Não se negue a realidade sem o que não se constrói o futuro.

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