Não é preciso se intitular “ambientalista” para observar como o ambiente em que vivemos é fundamental para nossa qualidade de vida, nosso “bem estar”. Basta vislumbrar além dos interesses imediatistas e perceber que cuidar bem do ambiente significa viver mais e melhor.

A humanidade está “parasitando” o planeta há milênios, mas não é a Terra que corre riscos e sim os seres humanos. Há pessoas que não valorizam efetivamente o lugar em que habitam e se preocupam apenas com sua própria segurança material imediata, achando que as questões ambientais não são de seu interesse. São seres “anacrônicos”, fora da “realidade”. Costumam agir de modo egoístico e destrutivo, sem perceber sua irresponsabilidade.

Penso que é fundamental compreender que grande parte dos recursos naturais são finitos e devem ser utilizados de modo racional e sustentável. A falta de percepção da importância de cuidar bem da Natureza denota uma disfunção que precisa ser corrigida em diversos segmentos da sociedade, inclusive em parte das “elites”.

Elite ignorante, em termos biossociais, é composta por líderes que conduzem seus liderados para o abismo. Isso tem ocorrido em muitos lugares do mundo. É o que deve ser evitado.

É importante lembrar que a destruição do ambiente não ocorre apenas nas áreas rurais, mas também nas cidades. A falta de saneamento básico e do correto destino de resíduos afeta muitas capitais e outras cidades de nosso estado e nosso país. Este descaso provoca ou agrava sérios problemas de saúde pública, além da  degradação ambiental, pela descarga de detritos sólidos e líquidos que contaminam terrenos, lençóis freáticos e os veios de águas de superfície. Nesse sentido, Manaus é um triste destaque, com sua urbanização caótica e destrutiva da flora, da fauna e dos rios e igarapés.

Estudos científicos associam o “aquecimento global” à fenômenos como as grandes enchentes e vazantes acentuadas  nas duas últimas décadas. Agora mesmo, a grande cheia nos rios Negro e Amazonas – e afluentes – expõe as fragilidades dos que residem em áreas mais baixas, nas comunidades ribeirinhas e nas cidades. O degelo acentuado na Cordilheira dos Andes e o regime de chuvas alterado se combinam na ocorrência dessas situações desastrosas, que ocorrem de modo cada vez mais constante na Amazônia, assim como em outros locais do país e do mundo. No vale do rio Juruá, por exemplo, neste ano ocorreu a maior cheia em mais de um século, provocando grandes perdas econômicas e sociais que se somaram às da tragédia da pandemia de covid, com  prejuízos agravados, como as ameaças da fome para dezenas de milhares de pessoas.

Por tudo isso – e muito mais- é preciso ter juízo diante das ameaças ambientais, sejam locais, regionais ou globais. É necessário cuidar melhor do lugar em que vivemos, acatando as descobertas da Ciência, que demonstra com clareza os efeitos desastrosos de descuidar do meio ambiente. E aceitar o aconselhamento que o Papa Francisco nos oferece na Encíclica “Laudato Si”: cuidar da nossa “Casa Comum”, o Planeta Terra.

Ainda bem que há perspectivas reais de soluções sustentáveis para transcender os atuais modelos predatórios do ambiente e da própria vida humana. Felizmente muitas pessoas estão despertando para sua responsabilidade comum de cuidar do ambiente em que vivemos.

Florestas, rios, animais, terra, ar, sol. A economia depende da Natureza. Empreendedores inteligentes sabem disso e percebem a importância de preservar os recursos naturais, ao invés de destruí-los.

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