15 de maio de 2021

Cuiabá já tem sua CENTRAL. E a de Manaus?

No último dia 01 de agosto, o site do MDA/SEAD divulgou notícia destacando a criação, que já é sucesso, de uma Central de Comercialização em Cuiabá, Mato Grosso. O interessante é que tudo que foi feito por lá é justamente o que venho defendendo, há anos, para ser implementado na abandonada Central de Abastecimento de Iranduba. Aliás, essa obra de Iranduba foi inaugurada as pressas para ajudar alguns candidatos nas eleições de 2014, mas até hoje não funcionou. Tenho participado de todas as reuniões que discutem a criação da primeira central em nosso estado, portanto, posso afirmar que os produtores individuais querem e necessitam urgentemente do apoio de uma central de negócios, as cooperativas e associações também, assim como o Sistema OCB/AM tem demonstrado total interesse e vem apoiando essa necessária iniciativa. Essa ideia já foi apresentada aos três últimos secretários de produção rural, conta com o apoio das vinculadas ao Sistema SEPROR, mas acredito que nunca foi levado ao conhecimento do governador. Se foi, em nada evoluiu, ou seja, o descaso com os 275 mil agricultores familiares continua por parte da “Compensa”. Atualmente, com a redução orçamentária dos programas de compras públicas, uma nova enchente e a volta do inaceitável desperdício de alimentos a criação de uma central, dotada de estruturas mínimas de beneficiamento de produtos regionais, tornasse ainda mais urgente. Também venho defendendo que a central deva ser estruturada pelo estado, via recursos do FPS. Se os Bois de Parintins, e as Cirandas de Manacapuru, recebem verbas do estado, qual a razão de não apoiar o produtor rural do Amazonas? Nesta terça, dia 08, o Sistema OCB/SESCOOP/AM, sob o comando do Merched e Adriano, inicia nova rodada de debates envolvendo cooperativas agropecuárias visando a elaboração do Plano de Negócios da Central. Transcrevo, abaixo, trechos da matéria que fala dos avanços obtidos decorrente da criação da central de Cuiabá, Mato Grosso. Quem sabe, agora, esse assunto possa evoluir.

11 cooperativas participam da Central de Cuiabá
“Da necessidade de ter um espaço para vender a produção dos agricultores familiares de Várzea Grande, em Mato Grosso (MT), surgiu a Central de Comercialização da Agricultura Familiar da Baixada Cuiabana. O local abriu as portas em 2010 e foi construída com recursos do Programa de Apoio a Projetos de Infraestrutura e Serviços em Territórios Rurais (Proinf), política pública idealizada pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead). Hoje, sete anos depois, a Central funciona com a participação de mais de 700 famílias, por meio de 11 cooperativas da região. De acordo com o diretor-presidente da Cooperativa Central da Agricultura Familiar da Baixada Cuiabana, Luís Carlos Ponce, as 11 cooperativas que participam do projeto têm Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) jurídica ativa. Os agricultores também otimizam as vendas na região por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Hoje, é o principal ponto de referência quando se trata de produtos da agricultura familiar na região, principalmente daqueles tradicionalmente cuiabanos, pois alguns tipos nós não encontramos em supermercados ou em padarias. À frente da Central há quatro anos, Doraci Maria Siqueira, gerente de apoio à comercialização, explica que o local funciona de sexta a domingo como uma feira onde os agricultores podem expor os produtos cultivados”.

Tem ATÉ o dia do “ATACADÃO” e “FEIRA ITINERANTE”
“Entretanto, a partir de 9 de agosto, toda quarta-feira será dia de Atacadão da Agricultura Familiar. “Os produtores venderão somente frutas, legumes e verduras, com preços mais baixos. Nós da Central somos responsáveis por toda parte de propaganda. “Para isso, utilizamos carros de som, panfletos, e comerciais de televisão e rádio para chamar a atenção da população da região”, explica. A gerente comenta ainda que além da programação normal, a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar disponibiliza caminhões para que os produtores façam uma Feira Itinerante, uma feira livre que acontece todos os dias, nos cinco bairros da cidade. Doraci se emociona ao falar do trabalho que realiza. “É como um sonho. É uma luta para atender as necessidades do agricultor familiar. E estamos nela há muito tempo. Agora, finalmente, podemos ver que estamos colhendo frutos do nosso esforço”, comenta. O sítio da agricultora Terezinha Rios Pedroza fica a 45 km da Central. Na propriedade, ela e o marido criam algumas cabeças de gado, aves e peixes. Terezinha participa das feiras há três anos e vê diferença em sua vida. “O impacto foi muito positivo. A gente passou a ter uma renda que, se dependesse só de nós mesmos, não teríamos. Antes de existir a Central era muito complicado. Tínhamos que sair com o nosso carro, vender de porta em porta. E depois da feira, fizemos uma clientela mais fiel e, de lá para cá, conseguimos aumentar a nossa freguesia”, finaliza”.

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