CTBio aprova mais uma variedade de milho, a erceira liberada no Brasil

O agricultor brasileiro terá disponível mais uma variedade de milho geneticamente modificado (GM) para produzir. Em reunião na tarde de quinta-feira, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) emitiu parecer técnico favorável à liberação comercial do milho BT11 resistente a insetos. O CIB (Conselho de Informações sobre Biotecnologia), entidade cujo grupo de conselheiros reúne 75 cientistas e pesquisadores em atividade nas mais importantes instituições brasileiras, reconhece todo o trabalho desenvolvido pelos cientistas da comissão, que mais uma vez exerceram com isenção e comprometimento social as atividades para as quais foram indicados.
Esta é a terceira aprovação de variedades geneticamente modificadas de milho em quatro meses. Em maio e em agosto, a CTNBio liberou a comercialização de versões resistentes a herbicidas e a insetos, respectivamente.
Com a decisão de hoje, a nova variedade aprovada recebe aval de segurança alimentar humana, animal e para o meio ambiente. O milho BT11 já é produzido e consumido em diversos países como Estados Unidos, Canadá, Argentina, Japão, África do Sul e Uruguai.
A CTNBio é uma instância colegiada multidisciplinar responsável por assessorar tecnicamente o governo federal na implementação da Política Nacional de Biossegurança, bem como no estabelecimento de normas técnicas de segurança e pareceres técnicos conclusivos referentes aos organismos geneticamente modificados e derivados. Por isso, o CIB respeita e apóia as decisões da comissão, que garantem a biossegurança do país.
Variedades de milho transgênico aprovadas e em aprovação na CTNBio são cultivadas e consumidas em outros países há mais de uma década. Atualmente, há milho GM legalmente aprovado em 14 países.
De acordo com informações do Isaaa (Serviço Internacional de Aplicações em Agrobiotecnologia), somente em 2006 foram cultivados 25,2 milhões de hectares desta variedade no mundo. Até hoje, não foi identificado nos produtos aprovados dano algum à saúde humana, animal ou ao meio ambiente. Esses produtos só chegaram ao campo e à mesa dos consumidores após diversas e rigorosas avaliações científicas, definidas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e pela FAO (Food and Agriculture Organization) –entidades que já manifestaram apoio aos alimentos transgênicos, a exemplo de outras, como a Agência de Biotecnologia da Austrália, a Agência de Controle de Alimentos do Canadá e até mesmo a Academia de Ciências do Vaticano. De acordo com levantamento realizado pela consultoria Céleres, os agricultores brasileiros deixarão de acumular US$ 6,9 bilhões nos próximos dez anos se não forem utilizadas variedades GMs de milho.

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