Inicio o artigo reforçando a ideia de que não existe crítica construtiva. Bolas, se eu critico quero dizer que eu não gostei, não concordei, não faço igual, não aconselho a fazer desse jeito, essa ideia está errada etc. Essa estória de crítica construtiva é mais uma das idiotices criadas pela geração do politicamente correto. Que coisa mais imbecil! Mas, navegando pela nossa Constituição, me deparei, de novo, com essa linda passagem do inciso IV do Art 5º: é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. Aliás, a nossa Constituição é rica em redundantes e abundantes formas de liberdade que nos é assegurada. Mas, ler a Constituição é fácil. Entendê-la exige um pouco mais de paciência. Interpretá-la é um dom dos juristas e advogados. Não é crítica.

É fato, afinal eu tenho certeza de que ninguém que participou da construção da nossa Constituição, promulgada, é mais inteligente do que eu. E minhas fontes confirmam isso. Sim, existe o tal de sigilo da fonte, que é um primo do anonimato e é muito utilizado por jornalistas. Vai entender! Agora fiquei sabendo que no dia 7 de setembro haverá uma grande manifestação popular em prol de ideias e atos no contexto do Estado Democrático de Direito. E existem muitos políticos a favor e muitos políticos contra. Que bom! Nada melhor que o conflito de ideias, pois é justamente isso que caracteriza a Democracia: o direito sagrado de questionar e ser do contra ou ser a  favor do Legislativo, Executivo ou Judiciário! Vá em Cuba, Coreia do Norte, Rússia, China, Afeganistão, Bielorrússia e se manifeste em público, com megafone e tudo. Vá! Voltando ao nosso Brasil, me espanto com o que leio por aí: “que seja um manifestação pacífica, sem ofender os poderes constituídos“. Mas, os poderes são constituídos por pessoas.

E pessoas iguais a nós, de carne e ossos. E, os poderosos do Executivo e do Legislativo estão lá por causa dos nossos votos. E os poderosos do Judiciário estão lá porque o Executivo e o Legislativo os puseram onde estão. Ou seja, nós, o povo, temos o poder supremo no voto. Podemos dar poder a meia dúzia de pessoas aqui e ali, mas não podemos criticá-las? Isso eu chamo de extrema covardia! Quem não deve, não teme! Nós, o povo, podemos sim criticar A, B, C, D e E. Somos a força real da Democracia. São os nossos impostos que sustentam a todos. E muito bem sustentados, sim ! Ah, tem-se que evitar crises entre os poderes harmônicos e independentes. Mas, na minha visão, uma crise entre os poderes é um troca de tiros entre membros do Executivo, Legislativo e Judiciário na Praça dos Três Poderes em um terça-feira pela hora do almoço.

Diferente disso, é guerra de vaidades ! Então, se eu não gosto de palavras ditas por membros de qualquer esfera do Poder, tenho o direito de não gostar e ficar quieto? Ah, sim, eu posso dar ideias, mas sem criticar, sem ofender, e com todo o respeito. Mas, como é que se respeita quem eu não gosto e não concordo? Difícil. Por isso, eu não critico nenhum deles. Rezo por alguns, mas não por todos. Agora vão querer me obrigar a rezar por todos poderosos também? De qualquer maneira, apesar de tudo o que a mídia brasileira faz para conduzir o que devemos acreditar, ou não, estamos no caminho certo, sim. Sabe por quê? Porque a nossa mídia, de forma muito ladina, incentiva as reações populares, mas, a própria mídia sabe controlar isso e evitar uma explosão de sentimentos que sempre levam a sangue nas ruas. Afinal, a mídia existe porque existem pessoas que trabalham com ela. Pessoas como nós, também, e que precisam daqueles empregos. Afinal, no 7 de setembro, o que vou fazer? Discordar para construir? Criticar para construir? Ser do contra sem reagir? Rapaz, tem muito covardão com medinho em Brasília pelo dia 7 de setembro. E o Natal está próximo.

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