Crise penitenciária e a herança de regalias

A sociedade precisa saber o que está efetivamente ocorrendo no sistema prisional do Estado. As rebeliões violentas dos últimos dias assustaram a coletividade, principalmente depois da fuga em massa de presos, a maioria dos quais ainda não foi recapturada.
De fato, até este momento, sabe-se apenas que há uma reação à tentativa do novo secretário de Justiça e Cidadania, delegado Wesley Aguiar, de controlar os presídios e impor regras mais rigorosas ao seu funcionamento.
Há facções criminosas disputando espaço dentro dos presídios. É fato. O pior, entretanto, é saber que os presos dispunham de todo tipo de privilégio, inclusive saídas não autorizadas pela Justiça.
Pelo tamanho da reação, estes privilégios não são recentes. Os presos os consideram direito adquirido. Sinal de que, nas gestões anteriores, houve enorme condescendência. Pior: o Estado não puniu os funcionários coniventes com as regalias.
O sistema prisional brasileiro está falido. Outro fato. O Estado do Amazonas não é o único que enfrenta todo tipo de problema. Também não é apenas aqui que alguns presos comandam o crime de dentro dos presídios. Nem por isso se pode cobrar menos dos governantes locais.
O Estado precisa retomar o comando dos presídios, enquadrar as organizações criminosas e tranquilizar a sociedade. Não basta recapturar os foragidos. Afinal, seria fácil fazer um acordo com os presos para faze-los voltar às celas, mediante a garantia de que teriam as regalias preservadas e não sofreriam novas penalidades em função da fuga.
É preciso ainda denunciar a polícia bandida, aquela que colaborou com as rebeliões e facilitou a fuga. Sem isso fica difícil acreditar nas boas intenções de quem comanda hoje o sistema carcerário.
Por outro lado, a sociedade precisa apoiar o trabalho do delegado Wesley Aguiar, que a princípio está tentando fazer exatamente o que dele se espera.

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