23 de maio de 2022

Crise mantém impacto maior na região Norte, aponta BC

A retomada da atividade econômica ocorre com maior dinamismo nas regiões menos dependentes do comércio internacional, segundo o Boletim Regional, divulgado nesta terça-feira, 4, pelo Banco Central.

A retomada da atividade econômica ocorre com maior dinamismo nas regiões menos dependentes do comércio internacional, segundo o Boletim Regional, divulgado nesta terça-feira, 4, pelo Banco Central.
De acordo com o relatório, o comércio internacional continua a refletir o ambiente ainda recessivo registrado nos principais países desenvolvidos. A publicação do BC é divulgada a cada três meses com o estudo sobre a situação econômica de cada região.
Segundo os técnicos do BC, os impactos da crise vêm se mantendo por um período maior no Norte do que em outras regiões do país. Isso ocorre porque a economia da região depende “de forma acentuada” da demanda externa por commodities (produtos primários) minerais, e da procura no país por bens manufaturados, em especial eletrônicos.
A economia do Nordeste também “não registrou recuperação consistente”, segundo o relatório. Um dos motivos foi a ocorrência de adversidades meteorológicas e paralisações técnicas no setor petrolífero.

Próximos meses

A expectativa para a região nos próximos meses é de retomada da economia por conta das medidas fiscais de estímulo fiscal às obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a intensificação dos programas assistenciais do governo.
Os técnicos adotam o IBCR (Índice de Atividade Econômica Regional) para realizar o estudo. O IBCR da região Norte foi o único que recuou. A queda foi de 1,1% no trimestre encerrado em maio, em relação ao finalizado em fevereiro, quando o recuo foi de 3,9% no mesmo tipo de comparação. A região Nordeste cresceu 0,4%, depois de ter decrescido em fevereiro (1,6%).

Agroindústria ajuda a sustentar desempenho do Centro-Oeste

Boletim Regiona do BC revela ainda que a continuidade das vendas externas da agroindústria no Centro-Oeste, “sus­tentaram as exportações e exerceram desdobramentos favoráveis sobre o desempenho do mercado de trabalho, da indústria e do comércio”.
Um dos destaques é a expansão da cultura de cana-de-açúcar, “que impulsiona a demanda por bens de capital [máquinas e equipamentos] para a produção de álcool e contribui para a continuidade da geração de empregos na indústria de transformação e para o fortalecimento do mercado interno”.
Segundo o boletim, a região é impulsionada pelos ganhos reais na atividade produtiva, pelas medidas anticíclicas (estímulos fiscais e redução dos juros básicos) do governo e pela retomada das operações de crédito. A publicação do BC é divulgada a cada três meses com o estudo sobre a situação econômica de cada região.
No Sudeste, o BC considera que “a recuperação experimentada pela economia no segundo trimestre de 2009 esteve associada, fundamentalmente, ao impacto proporcionado pelas medidas anticíclicas adotadas pelo governo nos últimos meses”.
De acordo com o relatório, essa evolução sugere que o processo de recuperação dos impactos da crise poderá ocorrer de forma mais rápida que o esperado inicialmente e se refletiu na retomada registrada na atividade varejista e, principalmente, na indústria.
O documento revela que a atividade econômica foi impulsionada pelas “melhores condições no mercado de crédito e pelo maior dinamismo dos segmentos veículos e materiais de construção”.
No Sul, “o maior dinamismo das atividades industrial e varejista impulsionou a evolução recente da economia”. A recuperação da economia, nessa região, ocorre apesar do “desempenho negativo da agricultura, fortemente afetado por problemas climáticos”.
Em relação ao IBCR, no Centro-Oeste, houve estabilidade no trimestre encerrado em maio, em relação ao finalizado em fevereiro (queda de 0,6%). No Sudeste, houve aumento do índice de 1,7%, em relação trimestre encerrado em fevereiro ( recuou de 5,3%). No Sul, o crescimento foi de 1,4% em maio, na comparação com o dado de fevereiro (recuo de 5%).

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