Crise mais aguda nos mercados pode prejudicar exportador

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, afirmou que uma crise mais aguda nos mercados financeiros internacionais pode prejudicar os setores exportadores brasileiros, principalmente porque os EUA são um dos principais destinos das vendas externas.
Para Coutinho, o Brasil não tem completa imunidade diante de crise internacionais, mesmo com reservas de US$ 160 bilhões. Ele também afirmou que, “se tiver uma supercrise, ninguém escaparia dos efeitos negativos”.
O presidente do banco afirmou que o crescimento do mercado interno pode amenizar possíveis impactos com as exportações e garantir o crescimento da economia. Ele citou como exemplo o aumento das vendas de automóveis e de máquinas e equipamentos puxado, principalmente, pelo mercado interno.

Dólar fecha a R$ 2,029

O dia mais calmo nas Bolsas de Valores não impediu que os negócios com o câmbio ainda refletissem as consequências das turbulências anteriores. Profissionais de corretoras notaram ainda uma saída de recursos (venda de real e compra de dólar) por investidores estrangeiros, buscando cobrir perdas em outros mercados.
O dólar comercial foi negociado a R$ 2,029 para venda, um leve avanço de 0,09%, nas últimas operações de ontem. O preço da moeda americana oscilou entre a cotação máxima de R$ 2,062 e a mínima de R$ 2. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,190 (valor de venda), em alta de 1,86%.
O Banco Central se ausentou do mercado e não realizou o leilão de compra de moeda, realizado diariamente nos meses anteriores. Esse movimento pode ser visto no saldo de investimentos estrangeiros da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo): o fluxo estava negativo em R$ 3,240 bilhões no final de julho. Neste mês, até o pregão do dia 15, continuava negativo, mas desta vez em R$ 5,532 bilhões.
Entre outras notícias, o governo informou que o superávit comercial até a terceira semana de agosto é de US$ 25,648 bilhões, uma queda de 9,4% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 28,320 bilhões).
O boletim Focus, preparado pelo Banco Central a partir das projeções de uma centena de instituições financeiras, mostrou que a maioria dos economistas de bancos e corretoras já trabalha com uma taxa cambial mais alta para o final do ano: a mediana das estimativas subiu de R$ 1,85 para R$ 1,90 para dezembro.

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