Crise e recursos mais escassos levam empresas a terceirizar tecnologia da informação

“Por que gastar tanto em TI?”. Essa tem sido a pergunta que Cesar Gon, presidente da fornecedora de serviços na área de tecnologia da informação Ci&T, mais tem ouvido de seus clientes nos últimos meses. Se a crise não chegou a mudar a convicção das empresas da necessidade de terceirizar as atividades de TI, os recursos se tornaram mais escassos e a cobrança por resultados aumentou, o que tirou o setor da “zona de conforto” onde se encontrava nos últimos anos.
“Por zona de conforto, entenda-se um excesso de burocracia que, na prática, só servia para pôr a culpa no usuário pelos problemas que aconteciam”, afirmou Gon. O executivo cita como exemplo uma multinacional brasileira na qual qualquer pedido para a equipe de TI precisava ser feito com uma antecedência de dois anos. “O resultado é que a área de negócios começava a imaginar o que poderia acontecer e criava demandas inexistentes”, disse o executivo. Ao assumir a área de tecnologia da companhia, a Ci&T implementou um sistema de entrega mensais de resultados para o cliente.
Apesar dos questionamentos, o mercado brasileiro de outsourcing de TI deve fechar este ano com um crescimento entre 10% e 12%, de acordo com estimativa da consultoria Gartner, número expressivo se comparado à projeção de queda de 1,2% para o PIB (Produto Interno Bruto) feita pela mesma consultoria.
Os impactos da desaceleração brusca da economia foram sentidos de modo diferente pelas empresas que atuam no setor. Para a Ci&T, que possui forte presença no mercado norte-americano, de onde vem 35% de suas receitas, o primeiro semestre foi de bastante incerteza. “Por outro lado, como havia pressão por cortes de gastos, as empresas se mostraram mais abertas para buscar serviços offshore, com custo mais competitivo”, disse.
No Brasil, o período mais complicado foi o primeiro trimestre. Segundo o líder para vendas outsourcing na América Latina da Accenture, Ruben Gallego, muitos projetos de terceirização de TI foram rediscutidos e sofreram reduções de até 50%.

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