Crise deve alterar atual sistema

“Os efeitos da crise que começou nos Estados Unidos, em função do deterioramento das carteiras de crédito hipotecárias, já são globais. Nenhum país está imune. O trabalho agora é avaliar os danos acarretados e implementar medidas anticíclicas já tomadas em conjunto por vários governos, inclusive o brasileiro. O certo é que o Sistema Financeiro, depois dessa crise, não será o mesmo”.
A avaliação é do diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Carlos Alberto Santos, durante a abertura do 2º Fórum Brasileiro Sistemas de Garantias de Crédito, uma promoção conjunta do Sebrae e Banco Central, que reúne especialistas do Brasil e do exterior no Hotel Pestana em Salvador, Bahia. O evento precede o 13º Fórum Ibero-americano Sistemas de Garantias e Financiamento para Micro e Pequena Empresa que, pela primeira vez, aconteceu no Brasil, no mesmo local, nos dias 16 e 17 de outubro.
Segundo o diretor, a atual crise deu ainda maior relevância aos dois fóruns, que discutirão justamente como implementar políticas seguras de concessão de crédito. Para ele, é realmente hora de se trabalhar para a consolidação no Brasil de mecanismos de segunda geração de aval, como as Sociedades de Garantias de Crédito; mecanismos que estabeleçam pontes seguras entre os agentes financeiros e as micro e pequenas empresas; que coloquem em pauta o crédito não como um fim, mas como meio de se obter um setor produtivo saudável e competitivo, sempre apostando em mais crescimento e geração de renda.
Carlos Alberto enfatizou que a concessão do Prêmio Nobel de Economia para o economista americano Paul Krugman reforça a avaliação de que a forte ação coordenada dos governos para debelar a atual crise vai provocar mudanças profundas no Sistema Financeiro. “Krugman é um crítico do modelo que vinha vigorando e que acarretou grandes perdas a pequenos, médios e grandes poupadores/investidores, o que certamente reduzirá os índices de crescimento da economia mundial. Krugman nunca surfou na onda dos ganhos exuberantes do mercado nos últimos anos. Vozes como a dele certamente encontrarão agora mais eco”, afirmou o diretor da entidade.
O executivo do Sebrae disse ainda que o Brasil foi um dos últimos países a serem puxados para dentro da crise e certamente será um dos primeiros a sair. “Estes dois fóruns vão justamente discutir como se ampliar o acesso a crédito em bases sólidas”, concluiu Carlos Alberto.
Participaram da cerimônia de abertura o superintendente do Sebrae na Bahia, Edival Passos; o chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro, Luiz Edson Feltrin; o presidente da ABDE (Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento); o diretor de Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, José Carlos Soares, e o superintendente do Banco do Nordeste na Bahia, Nilo Meira Filho.

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