Criatividade, subterfúgio ou necessidade pragmática?

A criatividade é um pré-requisito para quem trabalha com melhoria contínua, para quem tem a missão de a todo instante está buscando alternativas baratas, práticas, ergonômicas, inovadoras etc. para fabricar produtos com alto padrão de qualidade, entrega e a um preço que o consumidor está disposto a pagar. Enxergar “fora da caixa” é uma habilidade constantemente requerida hoje em dia não só na indústria mas também em outros campos como comércio, governo, arte, agricultura, no relacionamento interpessoal etc. Válvula de escape do cotidiano.
Enquanto parceira do pensamento lógico-racional, se aplica perfeitamente em cenários de crise. A palavra crise em chinês é formada por dois ideogramas: Wei Ji. O primeiro quer dizer ameaça e o segundo, oportunidade. É nessa brecha da oportunidade que a criatividade pode funcionar como um ungüento. Tal como a luz branca que atravessa o prisma e se decompõem em fachos de luz, a criatividade pode ser aplicada no nível do indivíduo, quando o seu trabalho parece ser executado de maneira menos inteligente numa cadência monótona e mecânica; no nível do mundo dos negócios, com novos entrantes, perda de mercado, desinteresse dos consumidores pelos produtos oferecidos etc; no campo governamental, com crises de segurança, escândalos, geradores de pobreza, injustiça etc. Seja qual for o campo, a criatividade pode colaborar exigindo que se pense “fora da caixa” para gerar idéias arrojadas e totalmente novas.
Ted Herrmann propõe em sua obra The Creative Brain, o modelo dos quatro quadrantes cerebrais: lado esquerdo inferior e superior e lado direito inferior e superior. Esse modelo veio adicionar novo conteúdo às teorias das dominâncias cerebrais. Dessa forma o lado superior esquerdo é denominado de analítico, caracterizado por produzir uma dominância da lógica, do cálculo, que gosta de mensurar e tratar de números econômicos. O lado inferior esquerdo é o controlador, cuja dominância se delineia pela cautelosa organização e pontualidade, pelo planejamento sistemático e pela percepção de diversos cenários potenciais. O relacional é o tipo de dominância da parte inferior do lado direito. Caracteriza-se pela interação com pessoas, pelo gosto de ensinar as coisas, pela comunicação e sentimento. No lado superior direito está a dominância experimental pautada pela imaginação, idéias inovadoras e quebras de paradigmas, inclinado a coisas lúdicas e a riscos.
Nas duas dominâncias do lado direito do cérebro está o processo gerador de criatividade. Pessoas que têm maior atividade nessas zonas cerebrais são mais criativas e experimentais em relação às outras que têm dominância da zona esquerda. Importante é dizer que se deve buscar o equilíbrio entre as quatro zonas sob risco de se gerar situações extremamente controladoras ou analíticas, toldando toda e qualquer forma de inovação. No outro extremo, uma predominância relacional ou experimental focado somente em pessoas e em idéias que não conseguem sair do plano abstrato, poderá ser um desperdício. Aliás, idéia boa é aquela que consegue ser concretizada eficazmente. O fundamental é gerar idéias inovadoras mantendo bom relacionamento com as pessoas sem esquecer de analisar as viabilidades dos resultados e controlar prazos, orçamentos e demais recursos.

Anticoncepcional da criatividade
Na visão existencialista de Karl Marx (1818 – 1883) “A existência precede a essência”; assim parece que o “homem é produto do meio” . Guardada as devidas proporções e controvérsias, há de se supor que um ambiente que estimula ou censura o processo criativo gerará maior ou menor número de pessoas criativas e inovadoras. George Land em seu livro “Ponto de Ruptura e transformação” comenta uma pesquisa interessante realizada com 1600 jovens dos Estados Unidos. O estudo tomou como base os testes da NASA utilizados para seleção de cientistas e engenheiros inovadores. Foram realizados três testes com o mesmo grupo em épocas diferentes. O primeiro ocorreu quando as crianças tinh

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