29 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Criatividade antes do capital

Em vez de forçar os projetos para atender a cada contingência e problema possível, a nova cultura requer ação: fazer mudanças e observar.

Não é de hoje que as empresas estão em busca de mais produtividade. E é partir da redução de prazos e da eliminação de desperdícios que é possível alcançar os resultados esperados por companhias em todo o mundo. Quando aplicados de forma coordenada e planejada, o Six Sigma, metodologia de controle de qualidade, e os princípios do lean integram-se muito bem.
O LeanSigma® é uma estratégia de negócios que busca, incansavelmente, a redução dos prazos e a ausência da variação por toda a cadeia de valor, otimizando os recursos nos processos comerciais e de manufatura. O Lean usa Metodologia Kaizen, palavra japonesa traduzida como “melhoria contínua”. O Kaizen incorpora equipes de funções cruzadas para desenvolver e implementar mudanças que trazem resultados quase imediatos, em uma semana.
A força do Six Sigma está em sua capacidade de resolver problemas com base em fatos. Trata-se de uma metodologia flexível, que usa a coleta e a análise de dados para reduzir a variação, além de melhorar a qualidade, reduzindo os custos dos produtos e dos processos. Um típico projeto Six Sigma pode levar de oito a vinte meses. Por meio da integração dos dois programas, é possível capitalizar sobre os pontos fortes de ambos. Mas nem todas as empresas estão prontas para colocar sua casa em ordem, pois isso exige mudanças permanentes na maneira de dirigir os negócios.
Um evento Kaizen inovador é um processo baseado em equipe, funções cruzadas, acertos rápidos e ação para um aprimoramento acelerado. Adote estes eventos todos os meses e a empresa criará uma cultura que valoriza a excelência operacional.
A experiência ao introduzir líderes em um evento kaizen pode ser chocante. Em uma semana, o evento tem como foco transformações físicas de um processo: o equipamento é movido e as mesas são realocadas. Além disto, etapas desnecessárias são eliminadas. Os membros da equipe são impulsionados a aprender na prática, testar suas idéias imediatamente e assumir riscos. A ênfase principal durante os eventos kaizen inovadores é a ação. Ao combinar a ação e o senso comum, sempre haverá progressos, mesmo se falhar. É a cultura do “Preparar-Atirar-Apontar”, em que o rápido e o bruto têm preferência sobre o lento e perfeito. E principalmente, se obtém novas oportunidades de melhoria após a tomada de decisão, a ação subsequente e a observação.
Esta nova cultura demonstra realizações em semanas, ou em uma semana, ou em alguns dias. Em vez de forçar os projetos para atender a cada contingência e problema possível, a nova cultura requer ação: fazer mudanças e observar. Isso funciona para quem fabrica produtos ou vende serviços, ou faz o trabalho de organizações sem fins lucrativos ou agências governamentais.
O contraste com a maneira antiga de fazer negócios não poderia ser mais claro. A maioria das empresas premia o sucesso, ignora a falta de ação e pune as falhas. Como resultado, são lentas, têm aversão a riscos e produzem melhorias limitadas e aleatórias. Estas companhias não suportarão a concorrência com empresas de lean, rápidas, ágeis e flexíveis, que existem ou existirão em seus mercados.
O primeiro evento inovador kaizen de que uma empresa participa, geralmente, é um divisor de águas para a organização. Os líderes seniores envolvidos na equipe — recomenda-se que um terço da equipe de liderança participe deste primeiro evento — presenciam o poder do processo. Eles vêem como isso energiza pessoas, estimula a criatividade, elimina o desperdício e melhora a produtividade. Os funcionários reconhecem o compromisso do pessoal da liderança com o processo e se sentem valorizados por suas contribuições. E todos os envolvidos no evento voltam com uma nova esperança para o futuro de sua empresa e para o trabalho que fazem.
Em nossas análises, identificamos que 95% do tempo em todos os processos é desperdiçado. Não importa qual é o processo: a maior parte do tempo utilizado não agrega valor. A meta é reduzir os processos aos seus valores principais, eliminar as

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