3 de dezembro de 2021

Crianças comandam “Eu sou o bicho”

Programa abordará os animais da Amazônia sob o olhar dos pequenos

A infância é marcada pelas descobertas: brincadeiras divertidas, lugares novos e animais diferentes. Para ajudar os pequenos a entenderem e descobrirem como é a vida dos animais na Amazônia, o canal Amazon Sat estreia o programa ‘Eu sou o Bicho’ neste sábado (7) e contará com a ajuda das próprias crianças para isso.
O programa educativo surgiu a partir de um projeto interno do Amazon Sat, o ‘Inovar’. O projeto consta na sugestão de colaboradores sobre novas possibilidades para o canal. Um dos escolhidos foi o ‘Eu sou o Bicho’, um interprograma que falaria sobre os animais amazônicos no intervalo da programação.
A criadora do projeto, a supervisora do núcleo de produção do Amazon Sat, Tainá Santos, contou que desde sua entrada no canal sentia falta de um programa que falasse somente sobre a fauna amazônica. “Depois que foi apresentado no Inovar, o nosso departamento verificou a possibilidade de ser voltado ao público infantil. Eu não tenho nenhuma notícia de produção de um programa infantil aqui na região Norte. Hoje o projeto está focado completamente nesse público, meio ambiente e educação”, detalhou.
Macaco, onça, tartaruga. Esses são apenas alguns dos animais que farão parte do interprograma. Com cinco minutos de duração e apresentados pelos mini-repórteres, ‘Eu sou o bicho’ será semanal, com um total de quatro programas inéditos durante o mês entre a grade da programação do canal. As datas de veiculação e das reprises ainda serão definidas para que atinja o público alvo, crianças entre dois e 10 anos.
Produtora do programa, Tainá assegurou que este é um trabalho prazeroso e um incentivo. “Como colaboradora vejo que a empresa abriu as portas para a nossa criatividade e sinto que fui reconhecida pela ideia que tive, o que faz com que eu tenha mais prazer de trabalhar e ser mais engajada. Eu gosto muito de animais e gosto muito do meu trabalho, então casou”, afirmou. Os episódios inéditos irão ao ar aos sábados, às 10h; com horários alternativos aos domingos (15h), terça-feira (18h30), quinta-feira (14h) e sexta-feira (10h30).

Como funciona
Inicialmente, filhos de colaboradores e estudantes de escolas parceiras do canal estão entre as crianças selecionadas para entrevistar um biólogo que os acompanhará. “Para gravar, preferencialmente são crianças na faixa de seis e oito anos, porque nesta fase a curiosidade e desenvoltura são mais desenvolvidas. Buscamos crianças que tenham facilidade de se comunicar e não tenham vergonha diante da câmera”, disse a gestora de educação do canal, Marcya Lira.
Depois de conhecer e escolher as crianças, o bicho é apresentado à elas, uma vez que quanto maior a proximidade, mais interessadas elas ficam nos animais. “Previamente enviamos um roteiro para que o adulto treine com sua criança, que não seja nada mecânico e a criança já traga um pouquinho de conhecimento além do que já tem”, revelou a gestora. “A gente não tá preocupado muito com a dicção da criança, mas em como ela vai passar essa mensagem, na desenvoltura dela. A gente quer a inocência, a simplicidade, a espontaneidade, porque cada criança é uma surpresa “, reiterou Tainá. A partir daí, os pequenos conversam com o biólogo, que falará as informações que eles desconhecem sobre os animais. Tainá destacou que os animais são escolhidos à partir do conhecimento popular, bichos que as pessoas conhecem, mas que não sabem onde vive, o que come. A produtora do programa faz questão de destacar que a principal preocupação nas gravações é com a segurança das crianças. “Afinal de contas são animais selvagens, a gente precisa de toda a segurança com as crianças e é tudo feito para que nada ocorra. O que a gente quer passar é que você não vai chegar no zoológico e pegar um bichinho daquele, ele não é de estimação, mas passar a informação. Por isso sempre deixaremos no final do programa uma mensagem de que se tem que cuidar do meio ambiente”, explicou.
Foco na educação
O ‘Eu sou o bicho’ será além da televisão. De acordo com Marcya Lira, o programa vai estar presente também nas mídias sociais, na internet, por meio do site e nas escolas parceiras do canal. “Terá ainda uma área dedicada ao professor. O professor de escolas parceiras terá acesso e poderá baixar conteúdo sobre o animal, com jogos, dinâmicas e aulas que podem ser ministradas. A proposta é fazer com que o nosso conteúdo não seja apenas assistido, mas também utilizado”, afirmou. Segundo a web designer Mayara Castro Silva, uma das coordenadoras de criação do site, o conceito está ligado ao contexto educacional. “O público adulto será os professores e educadores em geral e as crianças do ensino fundamental. Para isso, no site, terão jogos e conteúdos referentes aos animais amazônicos com o intuito de ensinar mais sobre eles”, disse. Além de Mayara, o projeto de criação conta com mais cinco profissionais, como Letícia Katarine, responsável pelo layout (visual) do site, e Elisama Lima, analista de sistema que tem acompanhado, verificado e documentado a produção. De acordo com Elisama, inicialmente dois jogos comporão a dinâmica educacional: o jogo da memória e o jogo da velha. “Mas com as novas atualizações, terão novos jogos”, adiantou. O site estará incorporado ao Portal Amazônia e os vídeos também poderão ser acessados no Bora Vê.

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