Criadores aprendem técnicas de piscicultura

Mais de 200 agricultores rurais dos municípios de Iranduba e Itacoatiara, técnicos e demais interessados, participaram do 1º Dia de Campo sobre Piscicultura, realizado na última sexta-feira, 21, na fazenda São Bento, localizada em Iranduba.

O evento foi promovido pelo Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas) com o objetivo de expandir a criação de peixes naquela região. O presidente do órgão, Edson Barcelos, que também é produtor rural, participou da programação.
Dados do instituto indicam que, atualmente, existem no município 70 piscicultores, em uma área alagada de 110 hectares, produzindo 850 toneladas de peixe, o que ainda não é suficiente para atender o mercado de Manaus.
Durante o dia de campo, os produtores conheceram dois tipos de sistemas para criação de peixe: viveiro de barragem e viveiro escavado. Esse modelo de atividade passou a ter uma aceitação maior no Estado, principalmente por ser economicamente mais viável e não agredir o meio ambiente, conforme informou o gerente da unidade local do Idam, Ari Batista.
Na fazenda, foram montadas seis estações, onde os técnicos do Idam faziam esclarecimentos e tiravam dúvidas, principalmente dos produtores interessados em iniciar a atividade.

É o caso do casal Jonas e Graça Cordeiro, que hoje estão aposentados. Eles participaram do evento com intuito de conhecer todo o processo: suas vantagens e desvantagens e como fazer para ter êxito com o novo negócio. “É um sonho que nós temos e que queremos transformar em realidade a partir do ano que vem”, disse Graça.
O casal tem uma pequena noção de criação de peixe, mas adiantou que ainda falta experiência para desenvolver a atividade com mais qualidade.
A exemplo dos demais participantes eles conheceram a forma de reprodução e alevinagem, construção de viveiro, criação de tambaqui em viveiro de barragem e viveiro escavado, além da comercialização. Apesar de parecer simples, o gerente do Idam explica que para iniciar a atividade é preciso que haja uma autorização do órgão. Para isso, é feito todo um trabalho antes, como vistoria do local onde vai ser feito o criadouro.
Para o agricultor Osvaldir Bento da Silva, proprietário da fazenda, que há cinco anos trabalha com piscicultura, precisamente com os dois sistemas (barragem e escavado), a produção atual de tambaqui é de 65 toneladas (dez hectares no sistema de barragem) e a expectativa é que aumente para 87,5 toneladas/ano. Já no sistema escavado, estão sendo produzidas 16 toneladas, numa área de 1,7 hectares. Com a ampliação para mais quatro hectares, o agricultor pretende aumentar a produção para 57 toneladas/ano.

O agricultor garante que não vê atividade melhor para ser desenvolvida no meio rural. No local, a despesca inicia em outubro (início do defeso) e se estende até março.
A produção, que é feita três vezes por ano, deve aumenta a partir do ano que vem e já tem mercado garantido. Além de tambaqui, Bento aposta também na criação de pirarucu. A atividade ainda é feita em pequena escala, mas deve se expandir em curto espaço de tempo.

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