19 de abril de 2021

Crescimento sustentável e foco no interior do Amazonas

A interiorização de investimentos, assim como o estreitamento de parcerias para o crescimento inclusivo e sustentável na Amazônia, devem ser os eixos das ações do Ministério da Economia, da Suframa, da Sudam e demais órgãos e entidades envolvidos nas políticas de desenvolvimento nas regiões abrangidas pelas autarquias, além da Zona Franca de Manaus. Em linhas gerais, esta é avaliação dos dirigentes dos órgãos, concedida na entrevista coletiva que seguiu a reunião do CAS (Conselho de Administração da Suframa), nesta quinta (3).

O superintendente da Suframa, Algacir Polsin, se diz otimista em relação a 2021, dados os esforços dispendidos pela autarquia para levar a ZFM adiante em 2020, a despeito da crise da covid-19. “Muito do que semeamos neste ano, vai render no próximo. Há uma boa expectativa também sobre a sinergia criada entre os diversos atores [da Zona Franca]. Isso é fundamental para nossa vida e, na Amazônia, cresce ainda mais em importância. Temos de trabalhar integrados para atingir nossos objetivos de desenvolvimento regional, e levar à nossa população os benefícios necessários”, comentou.

Indagado sobre como está a comunicação da Suframa com os prefeitos eleitos para as cidades da Amazônia na área de abrangência da autarquia – já que houve uma reunião entre as partes, nesta semana –, o superintendente da Suframa reforçou a importância de por em pratica o tão repetido lema “menos Brasília e mais Brasil”. 

“Essa é a intenção: levarmos apoio às prefeituras e mostramos nossas capacidades, da Suframa, da Sudam, do Banco da Amazônia, e de outros atores que vão se juntar a nós. E vamos orientar a importância dos projetos, porque sem eles, não podemos atrair investimentos. Destaco que pretendemos fazer o mesmo tipo estágio já feito com as prefeituras, com treinamentos e capacitações, desta vez vocacionado para o público indígena, entendendo suas características e peculiaridades”, listou. 

Sobre os projetos da Samsung e da Coimpa, aprovados na última reunião do CAS, nesta quinta (3), o titular da Suframa ressalta que, assim como outros, são iniciativas importantes para a região, em especial pelo volume de recursos injetados no PIM. “Apesar de, muitas vezes, não ter uma quantidade tão grande de empregos diretos, vai trazer muitos outros tipos de investimentos para nossa região, assim como postos de trabalho, apoio ao comércio e aos serviços”, ponderou.   

O superintendente faz um balanço positivo de 2020, ao observar que, embora houvesse muita expectativa negativa em relação à pandemia, a ZFM acabou chegando ao final do ano com “inúmeros” projetos aprovados, além de “muito investimento”. “Estamos trabalhando na atração de aportes produtivos para o Polo Industrial de Manaus, reforçando cada vez mais o PIM, mas também com todos os demais vetores econômicos de nossa região e também para os demais Estados que compõem o modelo Zona Franca de Manaus”, frisou.  

“Ano de prosperidade” 

Em sintonia, e na mesma coletiva, o titular da Sepec (Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade) do Ministério da Economia, Carlos da Costa, avalia que 2020 apontou para a consolidação do crescimento de emprego e renda na ZFM. “A Zona Franca vinha em decadência. Com muito afinco, e redução do Custo Amazônia, garantimos mais empresas, investimentos e empregos. Mesmo em um ano de pandemia, que tinha tudo para nos fazer voltar à realidade anterior de pobreza, continuamos em prosperidade. Apesar de todas as dificuldades, o trabalho da Suframa e do Ministério da Economia trouxe frutos para a sociedade”, comemorou.

Segundo Carlos da Costa, um dos focos estratégicos para 2021 será continuar interiorizando o desenvolvimento nos Estados abrangidos pela Suframa. “Estamos fazendo um trabalho liderado pelo superintendente Algacir Polsin de regularização fundiária e cadeias produtivas. Um exemplo vem de um projeto de açaí, que faz com que as fábricas vão ao interior, para processar seus produtos. Mas, ainda há muito o que fazer e este será um dos focos para o próximo ano: fazer com que outras regiões se desenvolvam, além de Manaus”, frisou. 

Parcerias pela sustentabilidade

Também presente na coletiva de imprensa pós-CAS, a titular da Sudam, Louise Caroline Campos Löw, ressaltou a importância de parcerias para que a região alcance o desenvolvimento includente sustentável. Segundo a executiva, mais do que nunca, a região precisa de ações efetivas, já que a Amazônia passa por um momento histórico, com todos os holofotes voltados para ela. 

“Não podemos perder essa oportunidade de falar para o Brasil e ao restante do mundo de que aqui vivem mais de 20 milhões de pessoas que precisam mobilidade, luz, água potável. É uma necessidade emergencial. Precisamos preservar a floresta, trazendo alternativas para a população. E isso perpassa por ações integradas entre Sudam, Suframa e Banco da Amazônia e demais atores”, asseverou.

Questionada a respeito dos eventuais avanços registrados nos três dias em que os conselheiros estiveram em Manaus, a superintendente da Sudam disse que, além de toda integração que já vinha sendo construída entre os órgãos e entidades, há os projetos que foram discutidos no âmbito do CAS, entre outros. “A partir desta reunião, vamos tocar e alinhar ainda mais esses projetos, que vão trazer benefícios à população”, finalizou. 

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