Crescimento diminui, mas ainda supera países ricos

O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro no segundo trimestre, de 1,2%, ficou acima do registrado na maioria dos países desenvolvidos. Nos Estados Unidos -onde os problemas com as hipotecas “subprime” (de alto risco) se tornaram o cerne da crise financeira-, a economia registrou alta de 0,4% no segundo trimestre (o último dado divulgado aponta para expansão anualizada de 1,6%). No primeiro trimestre, o crescimento havia sido de 0,9%.
A desaceleração no ritmo de expansão dos Estados Unidos levantou os temores de que a tendência de retomada da economia no país pode ser revertida. Dados mostram que o setor privado está receoso em contratar novos funcionários, por conta das incertezas sobre a força dos negócios nos próximos meses. Isso tem feito com que as pessoas se preocupem com a manutenção de seus empregos e gastem menos. Mas até que o consumo das famílias se eleve, o desemprego pode continuar alto. Em 2009, o PIB do país registrou retração de 2,4%.
No Japão, que perdeu neste trimestre o posto de segunda maior economia do mundo para a China, a expansão também arrefeceu, e a expansão foi de apenas 0,1% no segundo trimestre, na comparação com o primeiro. No trimestre anterior, a economia havia crescido 1,2%.
Preocupado com a fraca recuperação do país, o Banco Central japonês expandiu seu programa de empréstimos baratos, atendendo os pedidos do governo para agir contra a alta do iene e deixando a porta aberta para mais afrouxamento monetário.
O iene saltou mais de 1% ante o dólar após o anúncio do banco, que investidores classificaram como um gesto simbólico que pouco fará para conter a valorização da moeda.
O mercado ficou desapontado com o fato de o BC não ter adotado medidas mais agressivas, como aumentar a compra de bônus do governo japonês ou reduzir a taxa de juro de 0,1% para zero. No caso da União Europeia, que dá sinais de recuperação após os novos problemas enfrentados graças ao alto endividamento público de alguns de seus países-membros, a expansão foi melhor que a registrada no primeiro trimestre. O grupo de 27 países registrou elevação de 1% no PIB entre abril e junho, mesma variação registrada na zona do euro (grupo de 16 países do bloco que usam o euro como moeda única).

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