Cresce uso de tecnologias móveis

O uso dos dispositivos móveis pessoais (tais como telefones celulares, tablets e notebooks) no ambiente de trabalho tem conquistado mais espaço em todo o mundo, com destaque para a liderança dos smartphones, especialmente no Brasil. Os departamentos de TI das organizações, no entanto, ainda não estão tomando medidas suficientes para apoiar esta tendência benéfica e ajudar suas empresas a capitalizar com esse fenômeno.
Estes são os resultados da edição 2011 do estudo global patrocinado pela Unisys Corporation e conduzido pela International Data Corporation (IDC) sobre a “Consumerização de TI”. A pesquisa deixa evidente a crescente entrada e uso das tecnologias móveis nas empresas e mostra como as áreas de TI estão respondendo a este cenário.
O estudo, conduzido pelo segundo ano consecutivo mostra que, apenas no Brasil, 37% dos chamados trabalhadores de informação, ou iWorkers (funcionários que utilizam as tecnologias da informação como parte de seu dia a dia) utilizam smartphone para acessar aplicações de negócios nas suas empresas, tornando o país um dos líderes neste tipo de uso deste dispositivo no trabalho.
Os tablets, com um histórico recente de vendas no Brasil, também tem conquistado um espaço importante no local de trabalho: 22% dos iWorkers brasileiros consultados já utilizam o dispositivo para trabalhar. A média global de uso do equipamento no ambiente corporativo foi de 13%.
A pesquisa também indica que a percentagem dos iWorkers que consideram o desktop como o equipamento mais importante para trabalhar no Brasil cairá cerca de 28 pontos percentuais no próximo ano, enquanto a percentagem daqueles que consideram os laptops como a principal ferramenta subirá de 31 para 43%. Atualmente, apenas 4% dos iWorkers brasileiros entrevistados consideram o tablet como a ferramenta de trabalho mais importante para realizar suas tarefas no escritório, mas 18% afirmam que ele se tornará a ferramenta mais importante nos próximos doze meses.
“Vivemos um momento no qual as organizações não estão mais ditando as tecnologias a serem usadas dentro de seu ambiente. Hoje, este movimento ocorre em direção oposta: são os funcionários que estão trazendo seus equipamentos para o trabalho”, diz Paulo Roberto Carvalho, diretor de Negócios de Outsourcing da Unisys na América Latina. “Para controlar o que está ocorrendo dentro de seu domínio, as empresas deveriam estabelecer políticas e definir processos e ferramentas que apoiem esta tendência” completa.
O estudo de 2011 foi conduzido em duas pesquisas separadas. No Brasil, foram 306 iWorkers entrevistados na primeira pesquisa, todos eles residentes nas principais cidades do país e usuários de recursos de tecnologia da informação em seus ambientes de trabalho. Na segunda pesquisa, foram entrevistados 101 executivos de diversas organizações localizadas no Brasil. Globalmente, foram consultados aproximadamente 2660 iWorkers e cerca de 560 líderes de áreas de TI de nove países.
Assim como em 2010, a pesquisa atual mostra que os iWorkers brasileiros ainda realizam mais atividades durante o expediente de trabalho do que suas companhias estão cientes: 44% dos funcionários dizem que seus patrões permitem que eles acessem sites de mídias sociais por razões pessoais no escritório enquanto apenas 24% dos executivos de TI reconheceram que esta prática ocorre em suas organizações.

Mídias sociais utilizadas no trabalho

De acordo com a pesquisa o uso acentuado das tecnologias móveis e das mídias sociais aponta sérios impactos para as organizações no que diz respeito ao suporte aos equipamentos e à segurança das informações. Os dados apontam que 61% dos executivos brasileiros de TI entrevistados afirmaram que quando seus funcionários encontram um problema técnico em seus aparelhos pessoais usados no trabalho, buscam assistência nas próprias áreas de TI das organizações.
”Apesar das empresas brasileiras reconhecerem que estas tecnologias são importantes para o dia a dia dos seus funcionários, pouco tem sido feito para fornecer suporte adequado para estes equipamentos e aplicações no ambiente de trabalho”, diz Paulo Roberto. “É como se as organizações não quisessem enfrentar a realidade, simplesmente porque não sabem como lidar com este novo cenário”.

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