Cresce número de empresas formais em Roraima

Sob os efeitos da Lei Geral, em vigor desde 1º de julho, o número de formalizações de empresas cresceu 9% em novembro, em comparação ao mesmo mês do ano passado, em Boa Vista. No somatório de janeiro a novembro deste ano, a quantidade de empreendimentos que passaram de informais para formais avançou 57% ante o acumulado em igual período de 2006.

Neste ano, o número de empresas registradas subiu de 457 (nos 11 meses do ano anterior) para 719 (janeiro a novembro deste ano).

Nas estatísticas divulgadas pela Jucerr (Junta Comercial do Estado de Roraima), o crescimento foi impulsionado pela expansão no setor de micro-empresas, cujo incremento foi da ordem de 68% nesse período, cerca de 511 formalizações em 2007, contra 304 registros, de janeiro a novembro de 2006.

As outras modalidades de empreendimentos também registraram alta no acumulado do ano. As empresas de pequeno porte aumentaram em 154%, passando de 11 para 28 de janeiro a novembro deste ano. Já as de regime normal saltaram de 142 para 180 neste período, no comparativo com os 11 meses em análise do ano anterior.

De acordo com o gerente da ‘Central Fácil’, setor que congrega órgãos e entidades de constituição de empresas no Estado, César Augusto Santos Rosa Júnior, o acréscimo no número de formalizações de empresas ainda é resultado da implementação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, cujos benefícios chamam à atenção do empreendedor.

“Os incentivos oferecidos pela Lei Geral, como facilidades de financiamento, linhas de crédito, entre outros, fez com que muitas empresas saíssem da informalidade em Boa Vista. Com isso, elas acabam gerando mais emprego, renda, além da possibilidade de incremento da receita”, disse. A baixa carga tributária, a redução de custos e tempo para constituição de empresas, facilidades na concorrência com grandes empreendimentos também foram apontados como diferenciais oferecidos pela nova lei.

O gerente da Central Fácil argumentou ainda que sem identificação jurídica uma empresa conta com um faturamento muito limitado, pois “não tem chances de concorrer às modalidades de financiamento, por um lado, e não pode vender com a opção de cartão de crédito, por exemplo”.

Dados de novembro

Somente neste último mês, o número de formalizações aumentou de 55 (novembro de 2006) para 60 empresas registradas. Em novembro deste ano foi formalizada uma empresa de pequeno porte, enquanto que no mesmo período do ano passado não houve registro nesta modalidade. Já as microempresas subiram 26% no mês referido. Foram 48 formalizações no mês onze deste ano, contra 38 em novembro de 2006.

O único rendimento negativo no último mês foi pontuado no setor de empresas de regime normal, cuja queda no número de formalizações foi de 35%. Em novembro de 2006 foram registradas 17 empresas. No mês mesmo deste ano, a quantidade de formalizações neste setor ficou em 11.

Segundo informações da Central Fácil, o incremento no número de formalizações na capital foi influenciado por demandas provenientes do ramo de alimentação (restaurantes, pizzarias e mini-mercados), construção civil e vestuário. “As obras do setor público em Roraima, por exemplo, trouxe mais competitividade às empresas da construção civil, segmento onde os registros de empresas foram expressivos”, explicou.

De acordo com Santos, a expectativa da Jucerr é superar 800 formalizações até o fim deste ano. Em 2006, foram registrados.

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