7 de dezembro de 2021

Cresce 44% negócios do AM com estrangeiros

Segundo a Aceam, a perda de valor da divisa americana é o principal motivo da expansão do volume de compras das empresas locais no estrangeiro, principalmente no caso do setor secundário.

A corrente de comércio exterior do Amazonas apresentou o maior volume do ano em maio. As importações (US$ 835.61 milhões) e exportações (US$ 108.29 milhões) somaram US$ 943.9 milhões, montante 22,75% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado (US$ 680.72 milhões), segundo o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). De janeiro a maio, o volume de negócios do Estado com o estrangeiro cresceu 44,37% e acumulou US$ 4.23 bilhões.
“Existe mais volume de negócios, o que indica uma punjância produtiva e uma visão de crescimento das empresas instaladas no pólo, que ainda enfrentam dificuldades de infra-estrutura, burocracia e greves para comercializar seus produtos. Isso deve ser levado em conta principalmente em face da concorrência das Maquilas, que apresentam menor custo”, avaliou o diretor-executivo da Aceam (Associação do Comércio Exterior da Amazônia), Moacyr Bittencourt.
Depois de atingirem alta de 55,41% em abril, as importações sofreram desaceleração no mês seguinte, chegando a crescer 43,31% em relação a 2007 (US$ 583.05 milhões). Nos cinco primeiros meses de 2008, as compras no estrangeiro saltaram de US$ 2.55 bilhões (2007) para US$ 3.78 bilhões (2008), um incremento de 48,23% sobre o mesmo intervalo do ano passado.

Componentes para TVs

Insumos para a indústria eletroeletrônica instalada no PIM (Pólo Industrial de Manaus) lideraram a pauta de aquisições no mês passado, com destaque para componentes para TVs e som (US$ 450.82 milhões) e dispositivos de cristal líquido (US$ 275.58 milhões). China (US$ 1.15 bilhão), Coréia (US$ 588.01 milhões) e Japão (US$ 540.95 milhões) foram os principais fornecedores.
De acordo com o diretor-executivo da Aceam, a perda de valor da divisa americana é o principal motivo da expansão do volume de compras das empresas amazonenses no estrangeiro, principalmente no caso do setor secundário, que aproveita a diferença para reduzir custos e também, como conseqüência, o preço para o consumidor final.

Moeda americana

“A desvalorização do dólar em relação ao real favorece as importações da indústria, principalmente no caso de empresas que não alcançaram verticalização e de produtos novos. Com o câmbio apreciado, a única coisa que impede a desnacionalização total de nossos manufaturados é o PPB (Processo Produtivo Básico), que impõe restrições ao usufruto dos incentivos fiscais”, lembrou Moacyr Bittencourt.

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