2 de março de 2021

Crédito rural supera em 28%

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De acordo com o coordena­dor, a tendência de concentra­ção dos desembolsos para custeio e comercialização a taxas controladas permanece, o que torna os empréstimos mais

Os recursos liberados do crédito rural entre­ ju­­­­­lho e setembro des­te­­ ano, R$ 13,13 bilhões, pa­­­ra custeio, comercialização e in­ves­­­­­­­­timento da agricultura em­­pre­­­­­­sa­rial na sa­fra 2007/2008, su­pe­­ram em 28% o montante liberado no mes­­­mo período do ano passado.

Segundo o coordenador-geral de Análise­ Econômica da Secre­taria de Po­lítica Agrícola, do Mapa (Minis­tério da Agricultu­ra­, Pecuária e Abastecimento), Marcelo Fernandes Guimarães, o valor desembolsado é 23% do crédito rural previsto para a agricultura empresarial nesta safra.

De acordo com o coordena­dor, a tendência de concentra­ção dos desembolsos para custeio e comercialização a taxas controladas permanece, o que torna os empréstimos mais aces­­síveis aos produtores rurais. “Pa­­­ra se ter uma idéia, dos R$ 12,06 bilhões liberados para o cus­teio e comercialização nos três primeiros meses da safra 2007/­2008, 88% foram contra­tados a juros controlados. A ta­­­­xa de juros controlada, que des­­­de a safra 1998/1999 era de 8,75%, caiu para 6,75% ao ano na safra 2007/2008.
Os juros do Proger Rural (Pro­grama de Geração de Empre­go e Renda Rural) também foram reduzidos, caindo de 8% para 6,25% ao ano”, disse.

Entre os recursos com juros controlados, o maior crescimen­to foi no desembolso das operações com recursos das exigibilidades, que aumentaram cerca de 70%, quando comparados ao mesmo período do ano an­te­rior. Isso ocorre, segundo Mar­­celo Guimarães, em razão da estabilidade monetária, da redu­ção de juros que favorecem o aumento dos depósitos à vista e da autorização do Banco Central que prorrogou a aplicação das deficiências de recursos das exigibilidades da safra passada para uso nesta safra.

Em outras palavras: os agentes financeiros que não conseguiram cumprir a obrigatoriedade de aplicação em crédito rural, em vez de recolherem o restante ao Banco Central, pagando multa sobre esse valor, po­dem aplicar tais recursos em cré­dito rural na atual safra.

Merece destaque ainda, na análise do desembolso do crédi­to rural, o crescimento, em se­tem­­­bro, da liberação de recur­­sos da Poupança Rural com juros controlados para opera­ções de custeio e comercialização­.

“Até o mês de agosto havia sido liberado 1% do valor pro­gramado para o atual ano-safra, mas com a publicação da portaria de equalização que au­­to­rizou o Banco do Brasil a fa­zer a operação, foram desembol­sados, em setembro, aproxima­damente R$ 950 milhões da Poupança Rural para custeio e comercialização. Isso elevou o per­­­centual acumulado para 18%”, afirmou Guimarães.

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