Crédito já dá sinais de melhora

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou ontem que foi detectada, nas últimas semanas, uma melhora tanto no volume de concessões de crédito quanto na redução das taxas cobradas pelos bancos.
“Já tivemos alguma melhora na concessão e nas taxas, que têm caído em varias modalidades. Reflexo da queda da taxa básica de juros e de um movimento mais recente de queda dos spreads”, afirmou Tombini.
O presidente do BC participou de evento em São Paulo promovido pelo Lide, grupo de líderes empresariais encabeçado por João Dória Júnior.
Tombini afirmou que essa melhora tende a ajudar na redução da inadimplência e na ampliação do crédito. “As condições de financiamento têm um papel importante para melhorar a qualidade do crédito. Se conseguirmos redução nos spreads, teremos concessão em bases mais solidas”, afirmou.
“O BC está olhando com cuidado para essa questão, o credito é o ativo principal do sistema financeiro. Temos que cuidar para que os incentivos sejam corretos na expansão”, disse.
Tombini classificou como “moderado” o risco de repasse da alta do dólar para a inflação. Ele argumenta que o grau de contágio dos preços internos como reflexo do câmbio diminuiu ao longo dos anos. Segundo diz, no curto prazo é de 3% a 4% e, no longo prazo, de 8%.
Além disso, afirma o presidente do BC, é preciso esperar que a volatilidade no mercado de câmbio diminua e a taxa se estabilize para que sejam verificados os efeitos sobre a economia brasileira.
“Esse último movimento do dólar responde a um movimento global, com todas as moedas se desvalorizando contra o dólar. Temos que aguardar para ver até onde vai esse processo, onde se estabiliza, para tecer considerações. Por enquanto, o fato é que o repasse tem diminuído e nós temos que aguardar”, afirmou.

Crise europeia

Já o diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, afirmou que o Brasil está “imune ou quase imune” à crise europeia em razão dos atuais “indicadores de endividamento externo do país”.
“Somos um país muito bem posicionado [na questão externa] e não só em termos de reservas internacionais”, disse Mendes, em palestra no Rio Investors Day. Para o diretor, a atual crise, porém, vai redundar em níveis “mais baixos” de crescimento da economia mundial nos próximos anos.
No caso do Brasil, diz, o cenário é de moderação do crescimento neste ano. Mendes disse que existem, ao mesmo tempo, fatores de “atenuam” a demanda doméstica e outros que servem de estímulo ao consumo.
De um lado, diz, o desemprego em níveis “historicamente baixos”, inflação sob controle e aumento da renda impulsionam o consumo. De outro, o crédito crescendo em ritmo menor, a desaceleração da atividade industrial e a crise externa seguram a economia.

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